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Wonder Woman, a super-heroína que estavámos esperando

Gal Gadot comoDiana Prince/Wonder Woman. ©Warner Bros. Entertainment/Ratpac-Dune Entertainment. CR: Clay Enos.

Depois de várias falhas e histórias sem sucesso dos últimos filmes das personagens da DC Comics, finalmente os estúdios Warner Bros e a DC Entertainment entregam aos cinéfilos de plantão um filme a altura de um super-herói, mais precisamente de uma super-heroína. A espera chega ao fim! Wonder Woman chega às telas grandes na próxima sexta-feira, dia 2 de junho. E ela chega chegando! Posso afirmar que é o melhor filme desses quadrinhos e vou até arriscar a dizer que é um dos melhores dos últimos anos. Wonder Woman (Mulher-Maravilha, em português) é a história das origens de Diana Prince e de como ela vira essa mulher toda poderosa.

Antes de ser Wonder Woman, ela era Diana, princesa e embaixadora das Amazonas, uma guerreira treinadada da ilha Themyscira (Ilha Paraíso, em português), onde só habitavam mulheres. Quando um piloto cai e conta dos conflitos no ‘mundo dos homens’, ela deixa a ilha para lutar contra uma guerra para acabar com todas as guerras, descobrindo seus poderes e seu verdadeiro destino. Wonder Woman ou Diana Prince incorpora qualidades importantes e essenciais, que a atriz israelense Gal Gadot, que interpreta a super-heroína, compartilha com a heroína e comentou durante a coletiva de imprensa, “Ela incorpora todas as boas qualidades que as pessoas que eu amo possuem. Ela é curiosa, calorosa, amorosa e inclusiva. Ela é atrevida e tem sua própria opinião, mas, ao mesmo tempo, não está tentando ser perfeita. Ela também pode ser muito vulnerável e confusa, ingênua, mas eu amo tudo nela porque ela não é perfeita. Ela é verddeira, interessante e de coração puro”.

Também na coletiva de imprensa, que aconteceu semanas atrás em Los Angeles, o ator americano Chris Pine, que interpreta o espião e namorado de Diana, Steve Trevor, comentou sobre as qualidades semelhantes que a coprotagonista tem com a super-heroína: “É uma combinação rara de qualidades para se possuir… fisicamente formidável, atraente e magnética, o que, às vezes, pode ser até intimidador. Mas, ao mesmo tempo, ela é carinhosa e ingênua como uma criança. Existe uma pureza. Essa suavidade e força é a combinação perfeita, e ela possui essas características”.

A direção foi feita por Patty Jenkins, que entrega um filme leve, espetacular, mas ao mesmo tempo forte e cheio de empoderamento. Além de Gal Gadot e Chris Pine, também estão no elenco Robin Wright, Connie Nielson, Danny Huston, Elena Anaya, entre outros. O roteiro foi escrito por Allan Heinberg.

Segundo Patty, ela não acredita que o sucesso de um filme depende do gênero do super-herói. “A vitória será o dia em que poderemos fazer um ótimo filme sobre um herói e o que ele é ou representa ficará em segundo plano. Essa será a vitória. ‘Eu sou uma mulher. Sou mesmo? Certo! Ou talvez eu esteja em uma cadeira de rodas’, eu não sei. Que diferença a cadeira de rodas terá? E foi assim que escolhemos abordar esse filme. Eu amo a Mulher-Maravilha, mas nunca pensei sobre o porquê quando eu estava crescendo. Essa foi a nossa grande inspiração: fazer dela uma grande heroína, entregar uma ótima história e torná-las grandes Amazonas”.

A atriz Connie Nielsen que interpreta a Rainha Hippolyta (Hipólita em português), a mãe de Diana, enfatizou que trata-se de um filme de um super-herói incrível. “Seja uma mulher ou não, você tem essa dicotomia acontecendo o tempo todo, mas eu não gostaria que fosse um elemento conflitante”. E não é de surpreender que a maior característica da Mulher-Maravilha seja sua compaixão.

“Ela representa o oposto a violência, que é o amor, a verdade e a compaixão. É por isso que ela é mágica”, Patty acrescenta.

Esta qualidade ressoou em Gal Gadot, que comentou que esse é um dos seus maiores traços. “Lembro-me de quando nos conhecemos, eu e Patty, e começamos a falar sobre nossas famílias e nossas vidas. Eu falei sobre o meu avô, um sobrevivente do Holocausto, e ele me ensinou que não importa o quão grande e escura for a dificuldade, você precisa encontrar sua luz interior. A compaixão é uma delas. Era importante para nós duas que este longa tivesse uma mensagem profunda e que todos pudessem se relacionar com ela e praticar a mensagem que a história tem.”

No filme, Diana se afasta do seu pequeno mundo, a ilha dominada pelas guerreiras de Themyscira, para enfrentar a humanidade. Isso inclui pessoas boas, como Steve, e almas ruins, como Dr. Poison/Dr. Maru (Doutora Veneno, em português), interpretada pela atriz espanhola Elena Anaya, e General Erich Ludendorff, papel do ator americano nascido na Itália, Danny Huston.

Patty explicou que o objetivo era que a Mulher-Maravilha encontrasse a humanidade. “Nós queríamos os vilões, mas não queríamos que fizessem parte da humanidade. O desafio era mostrar o lado do bem e do mal da humanidade. Steve Trevor representa o bem e a complexidade da humanidade, mas a Dr. Poison e o General Ludendorff são ótimos exemplos do mal da humanidade”.

Na coletiva: Danny Huston, Connie Nielsen, Chris Pine, Gal Gadot (de pé), a diretora Patty Jenkins e Robin Wright. Foto: Jana Nascimento Nagase.

A diretora também comentou sobre o relaciomento macabro entre os vilões. “No caso do General Ludendorff, é um homem de verdade que deu origem a um sistema total de crença, em um estado de guerra. Ele acreditava que qualquer período entre as guerras era uma anormalidade. Ele deu à luz ao mal da Segunda Guerra Mundial. Dr. Maru teve grandes danos e perdas e quer que o resto do mundo compreenda suas perdas. […] É ótimo que ela seja uma vilã e que tenha o objetivo de criar novas armas e espalhá-las. Ela e Danny criaram esse mundo entre eles”.

Danny Huston comparou o relacionamento dos vilões e esse sentimento de destruição que os dois compartilham na trama e acrescentou: “basicamente, temos essa missão. Acho que o grande amor não é apenas amar, mas também amar os sonhos de cada um. Eles se apoiam de uma maneira. Ludendorff é atraente, porque ela se escondeu em sua busca para criar esta fórmula para criar algumas casualidades, acidentes, mas para a melhoria do meu país”.

O longa está fenomenal! Patty criou um conto inspirador e emocionante de Diana Prince. Gal está perfeita! Wonder Woman é a primeira super-heroína a ter seu próprio filme e em live-action. E não vamos esquecer a frase, o mantra de Diana para combater o mal: “Eu sou Diana de Temiscira, filha de Hipólita. Em nome de tudo o que é bom, sua ira sobre este mundo acabou”.

Confira o trailer do filme:

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Jana Nascimento Nagase
Jana Nascimento Nagase
Jornalista paulistana formada pela PUC de São Paulo e pós-graduada em Broadcast Communication pela Barry University. Vive na Califórnia e entrevista atores, diretores, produtores e outros envolvidos nos maiores lançamentos do cinema americano. Site: www.janaoncamera.com Canal no Youtube: www.youtube.com/user/janaoncamera
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