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Vôos comerciais dos EUA continuam vulneráveis a atentados

A aviação comercial dos Estados Unidos continua vulnerável a atentados, apesar das medidas de segurança tomadas desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, revelou quarta-feira uma reportagem da rede de televisão CNN.

Os ataques de 11 de setembro foram executados por terroristas que seqüestraram quatro aviões de passageiros e os jogaram contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington. Um quarto avião caiu numa área rural da Pensilvânia.

Embora a revista de passageiros e bagagens tenha aumentado de forma considerável desde os atentados, pouco mudou no que se refere à segurança das cargas, disse um inspetor da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) citado pela CNN.

“Quanto à carga, somos tão vulneráveis ou ficamos mais vulneráveis” desde os ataques terroristas de 11-9, disse o inspetor, que pediu para não ser identificado. Ele acrescentou que nos vôos de carga ainda há brechas pelas quais seria possível introduzir algum objeto capaz de atentar contra a segurança do avião, seus passageiros e o carregamento.

O ex-legislador Lee Hamilton, que foi co-presidente da comissão que investigou os atentados de 11-9, disse que tanto a indústria da aviação comercial como o governo não solucionaram o problema da segurança das cargas.

“Acho que este é um ponto de verdadeira vulnerabilidade. Não estamos tomando as medidas que deveríamos tomar para proteger o público dos EUA”, disse.

A CNN destacou que durante três meses equipes da emissora percorreram o país, de um aeroporto a outro, para descobrir como os terroristas poderiam introduzir um explosivo ou substâncias químicas letais na carga de um avião, aproveitando falhas na segurança.

A emissora citou como exemplo o caso do centro de postagem do Aeroporto Internacional O´Hare de Chicago, um dos três maiores do país, onde foram encontradas portas e contêineres abertos e um dos jornalistas da CNN chegou até eles sem que ninguém lhe perguntasse o que estava fazendo.

Segundo Jim Ruck, porta-voz do centro de postagem, a área em questão não era considerada de risco. Ele acrescentou que sua empresa acredita que seus empregados denunciarão qualquer movimento ou atividade que considerarem anormal. Ruck disse ainda que o local é vigiado por câmeras de segurança, mas admitiu que ninguém olha o material que é gravado.

A CNN informou que, ao ser questionada sobre a quantidade de carga que é revistada antes do embarque, a Administração de Segurança no Transporte (TSA, na sigla em inglês) respondeu que não poderia dizer por razões de segurança.

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