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Tráfico de órgãos humanos ameaça programas de doação

O tráfico ilegal de órgãos humanos vindos de países pobres ameaça os programas de doação nos países industrializados e pode agravar o problema da crescente falta de doadores, afirmaram nesta segunda-feira, 2, especialistas da área de transplantes.

Explorar os doadores pobres, especialmente para a obtenção de rins, é uma prática que vem criando um tipo de “apartheid médico” capaz de jogar a opinião pública contra os programas de transplante e ameaçar os esquemas de doação adotados pelos países ricos, disseram especialistas.

“O tráfico de órgãos e suas consequências podem afetar gravemente o setor de transplantes e a confiança do público nas instituições médicas”, afirmou Debra Budiani, da Universidade da Pensilvânia (EUA), em uma conferência que discute a criação de uma política comum de transplantes na Europa.

Andre Kottnerus, presidente do Conselho de Saúde da Holanda, afirmou que autoridades da área de saúde precisam condenar com mais veemência o tráfico de órgãos, algo que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), responde por até 10% dos transplantes em todo o mundo.

“Na qualidade de uma comunidade científica, devemos prestar contas à sociedade não apenas no caso de sucessos, mas também no caso de fracassos e ameaças,” afirmou.

Os transplantes são um problema crescente nos países ricos porque as filas de espera aumentam mais rapidamente do que o suprimento de órgãos.

Há especialmente uma grande procura por rins, o que fez nascer um mercado negro no qual pessoas pobres recebem pequenas quantias de dinheiro em troca de doar um rim vendido a um paciente rico por vários milhares de dólares.

Há cerca de 95 mil pessoas aguardando por um transplante de rim nos EUA e cerca de 65 mil na Europa, disse Michael Bos, outro membro do Conselho de Saúde da Holanda. Anualmente, há cerca de 25 mil transplantes nos EUA e cerca de 16 mil na Europa.

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