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Soldados brasileiros retomam reduto de rebeldes no Haiti

Terre-Rouge, Haiti – Cerca de 300 soldados brasileiros e nepaleses, apoiados por blindados e helicópteros, cercaram e retomaram nesta segunda a cidade de Terre-Rouge, reduto de ex-soldados haitianos. Os rebelados recuaram e refugiaram-se em colinas próximas. Não houve vítimas. “A mensagem é clara: queremos essas pessoas (ex-soldados) fora. Eles têm de entregar as armas e se submeterem à lei”, advertiu o tenente-general Augusto Heleno Ribeiro, comandante brasileiro da missão da ONU (Minustah) no Haiti. “Preferiríamos ter um diálogo pacífico, mas se não pudermos, não hesitaremos em agir”.

A ação teve início no domingo, quando forças da ONU invadiram uma delegacia ocupada por ex-soldados. No intenso tiroteio que se seguiu, morreram dois ex-soldados e um militar do Sri Lanka – a primeira baixa sofrida pela força internacional de 7.400 integrantes. Mais tarde no domingo, soldados nepaleses trocaram tiros com outro grupo de ex-soldados, que mataram um militar do Nepal.

Os confrontos foram os primeiros em larga escala entre a força da ONU e antigos membros do desmobilizado Exército do Haiti. As ações foram tomadas depois de meses de críticas de que os soldados de paz estavam passivos demais em relação a grupos armados. Os grupos são responsabilizados por mais de 400 assassinatos desde setembro e alguns temem que eles possam inviabilizar as eleições.

Um líder dos ex-soldados exortou outros rebeldes a resistirem: “Conclamo todos os ex-soldados em todo o país a se levantarem”, pediu Remissinthe Ravix, num discurso transmitido pela Radio Galaxy. Os ex-soldados, com uniformes e fuzis obsoletos, têm resistido a pedidos para se desarmarem feitos pelo governo interino e pelas forças da ONU.

Acusação – O general brasileiro Augusto Heleno rejeitou com veemência, em entrevista ao Grupo Estado, a denúncia de que tropas brasileiras permitiram abusos de presos haitianos e favoreceram a impunidade de policiais locais violentos. “Essas acusações são de um absurdo tão imenso que vou evitar fazer muitas declarações sobre elas”, afirmou. “Estou oferecendo ao governo brasileiro todos os subsídios necessários para que Brasília responda a isso”. O general afirmou não saber quais são suas fontes.

Segundo um relatório a ser entregue na quarta-feira ao governo brasileiro pela ONG Justiça Global e o Programa de Direitos Humanos da Universidade de Harvard, a Minustah tem feito muito pouco para estabilizar o país, impedir a violação de garantias individuais ou criar um ambiente seguro e estável a partir “do desarmamento e do apoio ao processo político e à realização de eleições”. “Quem está no poder de fato no Haiti?”, pergunta o diretor da Justiça Global, James Cavallaro.

O general Augusto Heleno insistiu que o relatório não corresponde à verdade e argumentou: “Nunca nos recusamos a receber observadores de direitos humanos, e essa mesma ONG nos enviou cartas de agradecimento por nossa cooperação após as duas visitas que seus membros fizeram ao Haiti, em outubro e janeiro”, concluiu.

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Gazeta Admininstrator
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