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Pronto para buscar o título mundial

Se no skate o Brasil já tem um ‘Mineirinho’ bicampeão mundial, um jovem talento com o mesmo apelido trabalha forte para repetir a dose no surfe. O paulista Adriano de Souza lidera com folga o ranking do World Qualifying Series (WQS) e caminha a passos largos para manter o domínio brasileiro no circuito – Neco Padaratz foi bicampeão em 2003/2004. O principal objetivo, no entanto, já foi alcançado: a vaga no World Championship Tour (WCT) de 2006.

Adriano ‘Mineirinho’ de Souza, 18 anos de idade, é saudado como a maior revelação do surfe brasileiro nos últimos tempos. Venceu uma etapa da divisão de acesso nacional em 2002, quando tinha apenas 15 anos, colecionou títulos nas categorias amadoras e, em 2004, tornou-se campeão mundial júnior. Nesta temporada se dedicou totalmente ao WQS, em busca da vaga na elite do surfe. E ela veio sem percalços.

Após vencer uma etapa cinco estrelas na Costa do Sauípe, Adriano teve bom desempenho na perna européia e faturou, no último sábado, o Super Series de Hossegor, a competição mais importante da temporada. Com o resultado, ele chegou a nada menos que 13.128 pontos, com mais de três mil de vantagem sobre o segundo colocado no ranking, marca que o garante no WCT do ano que vem. Com o objetivo alcançado, agora o título do WQS entra na alça de mira.

– É muito bom parar e pensar que os objetivos foram atingidos. Procuro fazer as coisas passo a passo e primeiro eu queria a vaga. A partir do momento que o título virou uma realidade, ele passa a ser o objetivo. Vai ser muito bem vindo, mas se não vier agora, ainda tenho muito tempo para correr atrás – diz Adriano.

Planejamento visando ao WCT

‘Mineirinho’ faz jus ao apelido, herdado do irmão mais velho, Ângelo, ao falar sobre a pressão por resultados depositada sobre ele por fãs e mídia especializada, que o apontam como a grande esperança para trazer o título mundial de surfe para o Brasil. Calmo, Adriano aponta o planejamento e estrutura como segredos do sucesso.

– O mais importante é estar bem física e psicologicamente, além de ter uma boa estrutura e orientação por trás. Não faço nada aleatoriamente, e sim sempre dentro de metas e de um plano. Com tudo isto funcionando, a pressão diminui muito – explica.

O planejamento sempre fez parte da carreira de Adriano de Souza. Lapidado por seu manager Luiz Henrique ‘Pinga’, com quem trabalha há nove anos, ‘Mineirinho’ conciliou nos últimos anos as competições com as viagens a lugares com ondas perfeitas, já de olho na ambientação nos palcos das etapas do WCT.

– Meu maior foco nos últimos dois anos foi esse, conhecer e surfar todas as ondas por onde o WCT passa. Ainda não surfei nas Ilhas Fiji, mas elas farão parte do meu calendário em março do ano que vem, antes da disputa da etapa.

Conhecido por seu surfe veloz nas ondas pequenas e pelo repertório recheado de manobras modernas e aéreas, Adriano tem consciência que ainda precisa aprender mais sobre as ‘pesadas’ ondas de Teahupoo, no Taiti, e Pipeline, no Havaí, as mais perigosas do Circuito Mundial.

– Gostei de Teahupoo e preciso adquirir mais ‘quilometragem’ em Pipeline, o que com certeza vou conseguir neste ano, já que vou ficar hospedado em uma casa em frente ao pico. Mas tenho que me preparar melhor fisicamente para ganhar mais massa e força, porque estas ondas exigem muito. Tenho consciência de que sou novo e tenho ainda um bom tempo para me adaptar ao WCT.

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