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Parceria ajuda mais África do que dinheiro, diz Bush

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quinta-feira que um maior desenvolvimento da África será alcançado em uma parceria entre os países mais ricos e os africanos, muito mais do que simplesmente dando dinheiro à África.
No seu discurso, Bush deixou mais clara a posição que deve defender na reunião do G-8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia), que acontece na semana que vem na Escócia e deve ser dominada por discussões sobre como ajudar a África a combater a pobreza.

Segundo Bush, os países desenvolvidos do Ocidente tem uma “oportunidade extraordinária de levar a África à vitória contra a pobreza extrema”.

“Os Estados Unidos já triplicaram a sua ajuda à África nos últimos quatro anos. Pretendemos dobrar mais uma vez até 2010. Mas mais do que isso procuramos boa governância, desenvolvimento energético, e perdão da dívida e expansão do comércio. Ou seja, tudo que os africanos precisam para viver melhores vidas e com o decorrer do tempo não precisarem mais de ajuda”, disse Bush.

Segundo o presidente, cada vez mais pressionado para aumentar a ajuda dos Estados Unidos ao continente, o país vai agir nessas áreas porque os americanos dividem com os africanos a mesma visão de futuro para a África.

“Um modelo de reformas, um lar para democracias prósperas e um tributo ao espírito forte dos africanos. Essa visão é necessária, realista e está no caminho certo de ser atingida”, disse Bush.

Doenças

Bush dedicou boa parte de seu discurso para falar sobre o combate a doenças como Aids e malária – endêmicas em partes do continente. A alta incidência dessas moléstias é uma das maiores causas de atraso no desenvolvimento da África.

O presidente disse que pedirá ao Congresso americano uma verba de US$ 1,2 bilhão para ser liberada até 2008 para combater a malária na África.

Os países que receberiam inicialmente essa ajuda seriam Tanzânia, Uganda e Angola, segundo George W. Bush.

Sobre a Aids, o presidente voltou nesta quinta-feira a fazer referências que especialistas entendem como um reflexo de seu conservadorismo, ao falar de como “pastores e padres” ajudariam nas campanhas de prevenção da doença na África.

Bush falou ainda de Uganda que, segundo o presidente, teria conseguido reduzir as infecções pelo HIV por meio de uma campanha que prega a abstinência sexual como a forma mais eficaz de combater a doença – seguida da fidelidade e, somente em último caso, do uso da camisinha.

“O ABC (nome dado à campanha) é eficaz, equilibrado e reflete a moral e os costumes da população africana”, afirmou Bush.

Os Estados Unidos prometeram US$ 15 bilhões para o combate à Aids na África, mas ainda não liberaram o dinheiro.

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Gazeta Admininstrator
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