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Papa recebe alimentação por sonda nasogástrica, diz Vaticano

O papa João Paulo 2º, 84, passou a receber alimentos por meio de uma sonda nasogástrica, segundo comunicado do Vaticano divulgado nesta quarta-feira. Os médicos inseriram o tubo para facilitar a alimentação e auxiliar na recuperação do sumo pontífice, que passou por uma traqueostomia em 24 de fevereiro.

O boletim médico divulgado pelo porta-voz do Vaticano, Joaquin Navarro-Valls, foi a primeira notícia sobre o estado de saúde do papa, desde sua saída do hospital, em 13 março, quando ficou internado por 18 dias.

Segundo o Vaticano, o uso da sonda tem por objetivo “melhorar a ingestão de calorias [do papa] e promover uma recuperação eficiente de suas forças.”

Por causa do mal de Parkinson, o papa tem dificuldades para engolir os alimentos. Segundo especialistas, os tremores e a rigidez muscular causados pela doença estão provavelmente afetando a musculatura da garganta, necessária para a deglutição.

Nova operação

Segundo jornais italianos desta quarta-feira, os médicos também estariam considerando a realização de uma microcirurgia para a inserção de um tubo de alimentação diretamente em seu estômago, mas o comunicado do Vaticano não aponta essa possibilidade.

Na opinião do professor Roberto Filipo, especialista em otorrinolaringologia da Universidade de Sapienza, em Roma, a sonda nasogástrica seria uma solução “provisória”, e que, a longo prazo, se revela bastante “desconfortável”.

A maioria dos pacientes de Parkinson pode engolir, mesmo que lentamente, dizem os especialistas. O uso da sonda nasogástrica geralmente é adotado em pacientes que estão em um estado avançado da doença, e onde haveria o risco de o alimento chegar ao pulmão, provocando infecções.

Bênção

João Paulo 2º ficou por quatro minutos sentado próximo à janela do seu quarto, no Vaticano, e abençoou os fiéis que estavam na praça São Pedro nesta quarta-feira.

Um de seus ajudantes o aproximou de um microfone. O papa se esforçou para falar, mas rapidamente desistiu. Depois fez vários gestos de bênção, entrecortados por movimentos para recuperar o fôlego.

O papa não era visto em público desde o domingo de Páscoa, quando foi incapaz de pronunciar a tradicional bênção

Sua ausência na missa da segunda-feira de Páscoa, pela primeira vez em 26 anos de pontificado, desatou novamente as especulações sobre o agravamento de seu estado de saúde.

Histórico

A primeira internação de João Paulo 2º neste ano aconteceu em fevereiro, quando foi levado às pressas ao hospital Gemelli, em Roma, no dia 1º. Ele ficou dez dias internado, por conta de uma laringotraqueíte e crises de laringoespasmos [fechamento da laringe que impede a passagem do ar para o pulmões, dificultando a respiração].

Sua segunda internação aconteceu em 24 de fevereiro, data em que sofreu a intervenção cirúrgica na garganta. Dessa vez, João Paulo 2º ficou 18 dias hospitalizado e recebeu alta no último dia 13.

Apesar do mal de Parkinson, o papa sempre cumpriu sua agenda de compromissos. A última vez em que teve suas reuniões e cerimônias adiadas foi em setembro de 2003, quando cancelou sua audiência pública semanal por causa de uma doença intestinal.

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Gazeta Admininstrator
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