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O mundo sofre, mas aprende com os atentados?

Afinal de contas, aprendemos com tantas tragédias? Sem ser as naturais, mas as causadas pelo próprio homem em ataques e atentados com bombas e armas, como tem acontecido e dá a sensação de serem cada vez mais frequentes.
No mais recente, sábado, 14 de outubro, dois caminhões-bomba explodiram em pontos estratégicos da capital da Somália, Mogadíscio, matando mais de 300 civis e deixando diversos feridos com graves queimaduras.

O país da África Oriental está em guerra civil há mais de 20 anos e sofre com ataques por disputa de poder, mas igual a esse último o país jamais tinha sofrido. Uma bola de fogo varreu quarteirões inteiros e as duas explosões atingiram hotéis, mercados e centenas de veículos.

Nenhum grupo terrorista reivindicou o ataque, mas o governo da Somália acusa o Al-Shabab pelo atentado – o grupo terrorista é ligado à Al-Qaeda e briga para dominar o país.

Pouco se sabe sobre o país porque pouco é divulgado. O atual governo é reconhecido pela ONU e apoiado pelos Estados Unidos. No começo deste ano, americanos e somalis anunciaram que iam reforçar as ações militares contra os grupos extremistas. Em resposta, o Al-Shabab anunciou que ia aumentar os ataques. Agora, os Estados Unidos classificaram o atentado como “covarde” e disseram que estão prontos para aumentar a ajuda militar à Somália.

Apesar da morte de centenas de pessoas, pouco se viu na mídia mundial e comoção nas redes sociais sobre o atentado há menos de uma semana. Foi apenas o “relâmpago” da tragédia nos principais jornais, e muitos sequer noticiaram.

Não se vê plantões de hora em hora nos telejornais mundiais atualizando o número de vítimas, notícia nos principais portais do mundo por mais de 24 horas, mensagens de apoio e inúmeras orações pelas famílias das vítimas em redes sociais, incluindo a tag #prayforsomalia (que já virou costume em grandes tragédias) até aconteceram, mas não na mesma proporção de outras tragédias com menos vítimas e mais destaque.

A outra grande e recente tragédia provocada pelo homem foi logo no primeiro dia deste mês em Las Vegas, quando um americano de 64 anos abriu fogo em uma concentração de 22 mil pessoas em um show deixando pelo menos 58 mortos e mais de 500 feridos no mais letal ataque do tipo na história moderna dos Estados Unidos. Centenas de tiros foram disparados ao longo de dez minutos, gerando pânico. Um ataque que até hoje se busca o motivo para tanta crueldade.

Entre os governos e líderes mundiais, que dizem buscar o fim dos atentados, não há acordos formais com grupos radicais terroristas. Com eles não há conversa. Por isso a estratégia mais buscada pelos países mais potentes seja mesmo a de uma guerra convencional.

A tensão entre os Estados Unidos e a Coreia que aumenta a cada dia é um exemplo do que o poder bélico e a busca pelo domínio podem fazer. Vive-se uma nova guerra fria que não parece ser um bom remédio para os problemas que assolam a humanidade.

A frase que foi pronunciada por Mahatma Gandhi “Não existe caminho para paz, a paz é o caminho” é uma das mais repetidas em todo o globo terrestre, mas parece não surtir efeito em um mundo onde os próprios humanos criam as tragédias.

Como afirma o escritor português José Saramago (2009) “É mais fácil mobilizar os homens para a guerra que para a paz. Ao longo da história, a Humanidade sempre foi levada a considerar a guerra como o meio mais eficaz de resolução de conflitos, e sempre os que governaram se serviram dos breves intervalos de paz para a preparação das guerras futuras. Mas foi sempre em nome da paz que todas as guerras foram declaradas”.

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Arlaine Castro
Arlaine Castro
Arlaine Castro Mineira, formada em Comunicação Social - Jornalismo pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UNILESTEMG). Traz em seu currículo experiências como assessora de comunicação, escritora, revisora e organizadora do livro Eta Babilônia. Atualmente é repórter do Gazeta News.
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