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O modismo do HIIT

A sigla HIIT significa Treinamento Intervalado de Alta Intensidade. Mesmo que o nome dispense muitas explicações, devo dizer que é um treino de alta intensidade e, sendo assim, não é para todas as pessoas. Quando um tipo de treinamento cai no gosto da mídia e do gosto popular é um pouco arriscado argumentar contra. Não que eu seja contra esse treino, mas sem dúvida, como todos os tipos de exercícios, o HIIT deve ser proposto para pessoas que podem fazer e quem pode dizer isso é o profissional.

Infelizmente, não é o que se vê. Há um número razoável de aplicativos e sites que ensinam exercícios de alta intensidade e determinam o tempo que a pessoa deverá ficar fazendo o exercício e o tempo de intervalo entre eles. Isso seria mesmo muito bom se todos nós fossemos iguais. Mas, não somos. Há algumas variáveis que temos que levar em conta para prescrever exercícios. Idade, sexo, nível de desempenho, aprendizado motor, enfermidades, entre outras. Apenas pensando nessas variáveis já temos a certeza que existiram pessoas que podem fazer, pessoas que poderão fazer e pessoas que não poderão fazer. Simples assim.

Mas por que o HIIT ficou e continua tão famoso? Pela possibilidade de fazer exercício durante pouco tempo e, claro, pela possibilidade de emagrecimento, mesmo fazendo exercício durante 20 a 30 minutos. A ciência que estuda os exercícios tem trazido novidades ao longo do tempo, porém, ao contrário do que se tem apresentado, as novas técnicas e descobertas necessitam de um tempo de experimentação para terem um consenso na aprovação.

Na contramão desse consenso está a internet, que agiliza tudo e, muitas vezes, usada por pessoas que não entendem tanto assim de exercícios. É necessário muito estudo e, mais que isso, experiência em analisar o conteúdo de artigos publicados em revistas científicas. A ânsia em lançar uma metodologia, um método, uma fórmula mágica para suprir as necessidades da população, muitas vezes, precipita a divulgação de novos estudos como sendo algo certo e inquestionável. Mas, não é assim. Basta lembrarmos que, até um tempo atrás, a maioria das pessoas e profissionais pregavam que, para haver utilização de gordura, os exercícios deveriam ter longa duração e apenas depois de mais ou menos 20 minutos isso ocorreria. Estava errado? De certa forma não, mas sem dúvida existe muito mais dados que devem ser levados em conta quando se fala em metabolismo e utilização de gordura corporal.

E é isso que precisa acontecer com o HIIT. Ele não é errado, mas não é também a solução milagrosa para quem precisa perder gordura corporal e não gosta de fazer exercícios. É necessário amadurecimento, análise e, claro, mais pesquisas para entendermos melhor como as pessoas reagem a esse treinamento intenso. Mais uma vez o bom senso deve imperar.

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Ivani Manzzo
Ivani Manzzo
Dra. Ivani Manzzo é doutora em Ciências pela Escola Paulista de Medicina UNIFESP – EPM com ênfase em obesidade, gestação e exercício. Em 2010 iniciou seus estudos em Life Coach e desde então trabalha ajudando as pessoas a alcançarem seus objetivos.
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