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Editorial: Mortes no trânsito dos EUA – um desafio que só aumenta

Apesar de toda tecnologia implantada em automóveis para melhorar o conforto e principalmente a segurança, mais americanos estão morrendo em estradas e rodovias e o aumento súbito e brusco no número de vítimas fatais tem alarmado os defensores da segurança.
Em nove anos, o número de mortes em acidentes de trânsito superou as 40 mil, os estados que mais registraram mortes nas estradas em 2016 foram Texas, com 3.751; Califórnia, com 3.680, e Flórida, com 3.037 mortes, de acordo com o National Safety Council, uma organização sem fins lucrativos que trabalha em estreita colaboração com os reguladores federais de segurança automotiva.

De acordo com o NSC, 40.200 pessoas morreram em acidentes envolvendo veículos automóveis em 2016, um aumento de 6% a mais que em 2015 e 14% a mais que em 2014. A taxa de mortalidade em acidentes de trânsito se situou em 12,40 mortes por cada 100 mil habitantes, um aumento de 5% em relação a 2015.
Dentre as causas dos acidentes fatais, as principais envolvem excesso de velocidade, falta do cinto de segurança, distração por uso de celular e abuso de álcool. Em pesquisa, a ONG descobriu que o excesso de velocidade é responsável por 64% dos acidentes, 47% por escrever mensagens de texto ou interagir com dispositivos de voz, 13% por efeitos da maconha ou álcool 10%.

De acordo com dados da National Highway Traffic Safety Administration, a principal agência de segurança das estradas do governo federal, cerca de metade de todas as fatalidades de trânsito envolvem ocupantes sem o cinto e quase um terço envolvem motoristas que ingeriram drogas ou álcool.
No outono, o N.H.T.S.A., o National Transportation Safety Board e várias organizações não-governamentais, incluindo o National Safety Council, realizam a iniciativa “Road to Zero” que visa diminuir o percentual de vítimas de trânsito dentro de 30 anos em todo o país.

Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre mortes por acidentes de trânsito em 178 países serve como base para década de ações para segurança. No mundo inteiro são 3 mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas ou a nona maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade, o segundo na faixa de 5 a 14 anos e o terceiro na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de $ 518 bilhões por ano, ou um percentual entre 1% e 3% do produto interno bruto de cada país.

Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU com a “Década de ação para a segurança no trânsito” é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, 5 milhões de vidas até 2020.

A educação no trânsito é destacada como um das formas importantes para reduzir o número de vidas que são perdidas nas estradas e ignorar regras e práticas seguras pode ser fatal. As estatísticas demonstram que ainda há muito o que fazer para conscientizar a população e reduzir os acidentes no trânsito. Atitudes simples e que nos parecem bobas no dia a dia, como usar o cinto, não utilizar o celular e não ingerir álcool enquanto se está ao volante, podem evitar mortes. Com informações do The New York Times.

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Arlaine Castro
Arlaine Castro
Arlaine Castro Mineira, formada em Comunicação Social - Jornalismo pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UNILESTEMG). Traz em seu currículo experiências como assessora de comunicação, escritora, revisora e organizadora do livro Eta Babilônia. Atualmente é repórter do Gazeta News.
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