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Marcelo Mello: Orgulho

8797464483_9e2830fdea_kUma das músicas que eu mais gosto – e olha que não sou muito ligado em músicas – chama-se Proud, cantada por Heather Small. A letra é muito legal, a voz dela encanta na “primeira escutada”.

Basicamente, faz-se uma pergunta que incomoda e estimula ao mesmo tempo, mais ou menos como aquela que já escrevi uma vez sobre a propaganda da Emirates, na qual perguntavam: “Qual foi a última vez em que você fez algo pela primeira vez?”. Na música mencionada, a pergunta é ainda mais profunda:

– O que você fez hoje para se sentir orgulhoso?

Pois é. Dizem por aí que orgulho é algo ruim de se sentir. Sim, é verdade, aquele orgulho que faz mal, aquele orgulho bobo e sem sentido sim. Este aqui não é. Pelo contrário, da mesma forma que nos sentimos responsabilizados e culpados quando fazemos algo errado, temos que nos orgulhar quando fazemos algo que produza esse sentimento. Por que, não? É justo e temos que ser justos sempre.

Olhando dentro da janela da mente, como diz a letra, percebo que já fiz uma infinidade de coisas que possa me orgulhar. Do mesmo modo, mantendo o senso de justiça. Tenho certeza de que você também tem sua lista. Mas, a música pergunta sobre hoje e dá a entender que devemos fazer algo nesse sentido todos os dias. Pois é… será mesmo que é possível? Difícil, não?

Analisando preliminarmente, sim. Mas… se olharmos com mais cuidado, veremos que é um pouco mais complicado agir de modo que produza esse sentimento que não pode ser medido utilizando as ferramentas de avaliação simplistas como grande ou pequeno. Nada disso, isso seria sabotar a si mesmo.

Com o olhar sob esse prisma veremos que vale qualquer coisa. Aí tudo fica mais nítido e a gente consegue facilmente enxergar que fazemos sim, quase que todos os dias, provável que diariamente, coisas que provocam esse sentimento de orgulho de nós mesmos. Isso é bom, faz bem à alma.

A maioria das pessoas é acentuadamente exigente com os outros. A coisa aumenta ainda mais quando se trata de nós mesmos. Nossa autoavaliação é, quase sempre, diferente da realidade. Essa tendência faz com que não enxerguemos as mínimas atitudes. Faz com que nosso sentimento de orgulho se esconda atrás de nuvens negras ou preconceitos. Por quê? Bem, porque somos tolos.

Quantas vezes você segura a porta de um elevador para outra pessoa entrar, cede lugar a alguém seja numa fila, seja num transporte coletivo? Ajuda aquele amigo que não está bem, dizendo palavras que o estimula a seguir em frente?

Enfim, são incontáveis as vezes em que podemos despertar esse orgulho em ser quem somos.

O que vale disso tudo é: que sejamos iluminados a ponto de pararmos de sabotar nossas mentes a fim de que enxerguemos com clareza que somos, sim, seres que devem se orgulhar.
Seria legal se você escutasse a música, tenho certeza de que traduzindo a letra se sentirá compelido a fazer alguma coisa que, no fundo, fará muito bem a você.
Se me der licença, vou ali fazer algo pelo meu dia. E você, já fez ou vai fazer o que hoje?

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Marcelo Mello
Marcelo Mello
Marcelo Mello é consultor de negócios há mais de 30 anos no Brasil e nos Estados Unidos. Atua também como coach pessoal e empresarial desde 2005. Com três livros publicados no Brasil, atualmente trabalha em seu quarto títlulo, este voltado específicamente para coaching.
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