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Justiça concede permanência provisória a brasileiro informante do ICE

Renato Filippi mora há 15 anos com a família nos EUA. Foto: Unior Leader New Hampshire.

O brasileiro Renato Filippi, 58, que mora em Nashua, New Hampshire, e havia recebido ordem de deportação para este mês, ganhou um tempo a mais de permanência nos Estados Unidos pela justiça.

O 1º Circuito de Apelações em Boston informou que precisa de mais tempo para rever o caso de Filippi. Três juízes responsáveis pelo caso disseram que não chegaram a um consenso sobre as questões jurisdicionais ou aos méritos da petição para revisão e, enquanto isso, o brasileiro permanece nos Estados Unidos.

O advogado de Fillipi, Robert McDaniel, disse após a decisão dos juízes que não é comum esse tipo de “concessão” a imigrantes nesses casos. “É incomum porque as pessoas tentam fazer esse tipo de coisa todos os dias e raramente alguém conseguiu”, disse ao Washington Times.

Filippi entrou nos Estados Unidos ilegalmente pela fronteira com o México em 2002 com a ajuda de contrabandistas, os conhecidos “coiotes”. Ele foi preso assim que atravessou, mas permaneceu como informante confidencial das autoridades de imigração e ajudava os agentes a descobrir e prender atravessadores, inclusive alguns que ajudaram com sua entrada.

Segundo Fillipi, na época, as autoridades lhe concederam documentos como Social Security e carteira de motorista e disseram que ele poderia ficar nos EUA permanentemente. Ele então trouxe a família, comprou uma casa e se estabeleceu em New Hampshire, onde mora há 15 anos e trabalha como gerente de uma empresa de armazenamento.

Como parte do requisito de “ordem de supervisão”, Filippi fazia check-in regularmente na Imigração e Alfândega. Durante uma visita de rotina ao escritório do ICE em Manchester, no mês de setembro, ele recebeu uma notificação sobre sua remoção em 60 dias.

Fillipi então entrou com processo contra o governo pelo acordo que tinha com a agência de imigração há 15 anos. Um juiz federal em New Hampshire alegou que não tinha jurisdição e o caso foi para o tribunal de recursos em Boston. Ele também convocou o Board of Immigration Appeals (Conselho de Recursos de Imigração) para reabrir o pedido de asilo feito em 2015, que foi negado na época.

Fillipi alega que recebeu ameaças de morte no Brasil das pessoas envolvidas com sua vinda e por isso teme voltar.

Em outubro, divulgamos o caso emBrasileiro que contribuía para o ICE pode ser deportado

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