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Jovens latinas enfrentam tendência ao suicídio.

Uma em aproximadamente cada seis adolescentes latinas já tentaram o suicídio – uma média de uma vez e meia a mais do que as afro-americanas e brancas, de acordo com o Centro de Estudos de Controle e Prevenção de Enfermidades.

Estes incidentes são parte de um complicado e silencioso fenômeno nacional no qual as adolescentes latinas têm a mais alta taxa de tentativa de suicídio, ou de intenção séria de suicídio.

Os dados, baseados em uma sondagem nacional realizada em 2005 sobre conduta juvenil de risco, mostram que 14,9% das estudantes de origem latina que foram entrevistadas, disseram que tentaram suicídio, comparadas com 9,8% entre brancos não-hispânicos, e 9,3% de afro-americanas.

Como resultado, o Instituto Nacional para a Saúde Mental financiou a maior verba para pesquisa jamais concedida para estudar o assunto. A sondagem, de $1,7 milhão, realizada em New York, entre 100 latinas entre 11 e 19 anos, e terá continuidade durante os próximos cinco anos. A intenção é estabelecer porque esta parcela de jovens tem maior taxa de intenção de suicídio entre qualquer outro grupo de adolescentes.

– Este é um assunto de saúde pública – disse o Dr. Luis H. Zayas, professor e psicólogo pela Universidade de Washington, em St. Louis, responsável pelo estudo. “Sempre que há taxas elevadas como essas, todos deveríamos estar preocupados”, disse
Zaya e outros especialistas em saúde mental sustentam que a tendência tem ocorrido por décadas.

Um jovem médico clínico de New York há 25 anos, Zayas disse interessou-se pelo assunto depois de observar o número desproporcional de jovens latinas que tentam o suicídio. “A pergunta de um milhão de dólares é por que está ocorrendo isso”, disse Zayas, acrescentando haver uma combinação de forças à medida que as jovens passam a viver a experiência social norte-americana.

Tais forças, segundo ele, incluem choques culturais, uma vez que espera-se que as jovens vivam de acordo com os estritos valores tradicionais de seus pais, enquanto crescem em uma sociedade norte-americana contemporânea, que permite mais liberdade para as jovens. Ele cita ainda conflitos com os pais, e a incerteza sobre sua identidade étnica, o que cria uma sentimento de isolamento.

A maioria das jovens é tanto de primeira como de segunda gerão e provém de famílias de baixa renda, de acordo com os pesquisadores. “Para estas jovens, os dois mundos não podem ser mais diferentes”, disse Belisa Lozano-Vranich, uma psicóloga clílnica co-autora de “The Seven Beliefs” (As sete crenças), uma obra que aborda a depressão entre as latinas. “Elas sentem que não há saída, sentem-se presas em casa e são mal interpretadas”, diz a psicóloga.

Os especialistas acreditam que muitas das jovens realmente não querem morrer, mas atuam impulsivamente, e a causa do desespero é expressada em um conflito, e a maneira comum que encontram para tentar o suicídio é tomar pílulas ou cortar os pulsos.

Para as latinas, uma combinação de estigma cultural no que diz respeito 1à busca de serviços de saúde mental, junto com a falta de recursos bilingües – tanto para pais quanto para filhos – pode complicar a situação, explicam os especialistas em saúde mental.

“Os pais não entendem de terapia. Pensam que é uma loucura falar com alguém que não seja um familiar”, disse Vranich.

À medida em que cresce a população latina nos EUA, grupos etnicos dizem que há uma urgente necessidade de serviços destinados à esta comunidade. Embora um projeto de lei congressional – chamado Lei de Prevenção de Suicídio entre Jovens Latinas – tenha sido introduzido em 2000, pedindo mais fundos para analisar o problema, defensores do cuidado de saúde mental sustentam que não há suficientes serviços para aobrdar um tema de tal magnitude.

Penny Galarza, diretora assisnte do Davidson Community Center, Inc., que trabalha com inúmeras jovens latinas, disse que há uma tremenda necessidade de programas educativos, sessões de trabalho confidenciais e serviços de aconselhamento. “Elas não querem enfrentar a realidade. É vergonhoso para a pessoa que tenta o suicídio, e por isso elas não comentam o assunto”.

Segundo Galarza, falar abertamente sobre suicídio aliviaria a vergonha e o estigma que a rodeia. “Você não vê anúncios sobre suicídio. Porque ele é ignorado? Necessitamos de mais publicidade sobre o tema”, alerta a especialista, cuja própria filha, segundo ela, tentou o suicídio após ter perdido um irmão por causa de leucemia.

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Gazeta Admininstrator
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