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Japão aprova privatização do serviço de correios

O Parlamento japonês aprovou nesta sexta-feira uma proposta para privatizar o serviço de correios do país, numa vitória importante para o primeiro-ministro Junichiro Koizumi.
A mudança está no centro dos planos de reforma econômica prometidos por Koizumi.

Muitos no próprio partido do premiê se opuseram à mudança, mas Koizumi venceu uma eleição antecipada e aumentou sua maioria no Parlamento, trocando opositores por simpatizantes.

A votação de sexta-feira na Câmara Alta do Parlamento, ganha pelo governo por 134 votos a 100, era a última etapa necessária antes de o projeto se tornar lei.

A Câmara Alta havia rejeitado a proposta em agosto, levando Koizumi a convocar eleições antecipadas.

Serviços financeiros

A reforma é significativa porque o correio japonês faz mais do que enviar cartas e vender selos.

O serviço postal também é um banco de poupança estatal com mais de US$ 3 trilhões em ativos, o que o torna a maior instituição financeira do mundo e o maior provedor de seguros no Japão.

O processo de venda começará com o sistema colocado sob controle de uma holding, com unidades separadas para poupança, seguros, serviços postais e uma quarta para administração de pessoal e de propriedades.

A partir de 2007, cada unidade deverá ser gradualmente vendida.

A venda é controversa porque muitas das 24,7 mil agências do serviço postal estão em localidades remotas, e as pessoas no interior temem perder seus serviços.

Além disso, há o temor de que muitos dos 260 mil funcionários do serviço poderão perder seu trabalho.

Koizumi, que começou a propôr a privatização do serviço postal em 1979, quando era subsecretário de Finanças, argumenta que a venda do serviço postal ajudará a modernizar toda a economia japonesa.

Ele espera que a medida estimule o crescimento e abra os setores dominados pelo governo à competição.

Oposição interna

Em agosto, muitos dos opositores da privatização no Parlamento eram membros do Partido Liberal Democrático, de Koizumi, cujos deputados contam há muito tempo com as grandes reservas do serviço postal para financiar projetos populares e com administradores locais dos correios para ajudar nas campanhas.

A grande vitória de Koizumi nas eleições de setembro persuadiu muitos de seus antigos opositores dentro do partido a trocar de lado.

Koizumi deve agora pressionar por reformas em outros setores. Elas podem incluir o serviço de assistência médica, que está atolado pela burocracia e sob pressão de uma população envelhecida, e os combalidos bancos estatais japoneses.

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