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Já foi o ovo, a manteiga e agora é a vez do glúten e do carboidrato

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Quantas vezes você já deixou de comer algum alimento porque era rico em carboidrato? Quem nunca? Parece que é a solução dos problemas de engordar, do efeito sanfona e acreditamos mesmo que deixando de comer aquele pedaço de bolo ou aquele macarrão, nossos problemas estarão resolvidos. E como faz bem pensar assim. Nos sentimos melhor em pensar que estamos fazendo algo contra aquela gordura em excesso que insiste em ficar acumulada.

Mas, claro temos que pensar um pouco. Já existiram outros alimentos amaldiçoados? Sim. O ovo e a manteiga, por exemplo. Hoje o que vemos é a prescrição, por alguns nutricionistas, de alta ingestão de ovos e indicando a manteiga em lugar da margarina. Trazendo essas informações para a atualidade vemos os carboidratos sendo bombardeados como péssimos e o glúten também, tadinho. Algumas pesquisas (1, 2) indicam que o glúten tem um papel importante no metabolismo humano e que não pode ser simplesmente abolido da alimentação sem trazer alguns problemas em longo prazo. Sem dúvida não estamos falando de pessoas que são celíacas (apresentam alergia ao glúten). O mesmo com certeza já está acontecendo com o carboidrato.

A rejeição ao carboidrato aconteceu devido ao fato de que sua retirada da dieta promove uma perda de peso rápida (perda de gordura e muito músculo) e a dieta não fica ruim. Muitas pessoas gostam de carne e passam muito bem comendo preferencialmente carne e gorduras, a alimentação fica até gostosa. Mas, acontece que os carboidratos também têm um papel importante no metabolismo humano e a sua retirada não ficará sem efeitos colaterais desagradáveis ao longo do tempo, como os distúrbios alimentares.

O carboidrato é o principal combustível para nossos músculos e sistema nervoso. Ao longo do nosso desenvolvimento nos adaptamos a isso através de genes que fazem a regulação do metabolismo do carboidrato durante a contração muscular. O que acontece é que com o novo estilo de vida sedentário, o carboidrato ingerido em excesso irá trazer uma série de enfermidades como a diabetes. O hormônio que regula a absorção da glicose (carboidrato) pelo músculo e pelo tecido que guarda a gordura, é a insulina. O exercício atua diretamente no funcionamento desse hormônio.

As pessoas que fazem exercícios regulam o metabolismo do carboidrato no corpo. A insulina passa a ser produzida em menor quantidade porque funciona melhor. Traduzindo, isso significa que para essas pessoas menos carboidrato será transformado em gordura. Simples assim. Mas, o que acontece com as pessoas que não comem carboidrato? Bem esse mesmo hormônio, a insulina, quando chega ao cérebro comunica a ele que não é preciso comer mais. Assim, ficamos satisfeitos e ao mesmo tempo o cérebro indica que não é preciso estocar gorduras porque há disponibilidade de energia. Em longo prazo, comer bem e comer de forma balanceada trará o equilíbrio na quantidade de energia disponível e na quantidade de músculos e gordura corporal. Isso se chama saúde.

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Ivani Manzo
Ivani Manzo
Dra. Ivani Manzo é doutora em Ciências pela Escola Paulista de Medicina UNIFESP – EPM com ênfase em obesidade, gestação e exercício. Em 2010 iniciou seus estudos em Life Coach e desde então trabalha ajudando as pessoas a alcançarem seus objetivos.
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