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Império de Casa de Verde surpreende e vence em São Paulo

Mais uma vez, o resultado da apuração do desfile das escolas de samba de São Paulo surpreendeu. Poucas pessoas apostaram na campeã, Império de Casa de Verde, que venceu com 298 pontos. Não tinha ninguém esperando festa na quadra da escola, que fica na zona norte da capital. Em segundo lugar ficou a X-9 Paulistana, também da zona norte, com 296,5. Pela empolgação do público, a Rosas de Ouro, que ficou em 7º, e a Vai-Vai, que ficou 5º lugar, eram as favoritas para levar o título.

As escolas Imperador do Ipiranga, que desfilou somente com 4 carros alegóricos, perdendo 2 pontos, e Barroca Zona Sul, caíram para o Grupo de Acesso. Para Carlos Lima Porfírio, presidente da Imperador, pode ter havido uma sabotagem em uma alegoria. “O carro veio até aqui (sambódromo) sem problemas. Na hora do desfile, o eixo de direção quebrou. Depois descobrimos que estava faltando um parafuso. Tudo pode ter acontecido.”

Quando terminou a apuração, um tumulto se formou perto das grades que separam o presidente da Liga dos presidentes das escolas. O filho do presidente da Vai-Vai, Marcio Aparecido Pereira, tentou pular a grade e foi contido pelos seguranças contratados pela Liga das Escolas de Samba. “Ninguém tentou invadir. Meu filho só queria cumprimentar o Robson (de Oliveira, presidente da Liga). A Polícia Militar que fez toda a confusão”, disse o presidente da escola, Solon Tadeu Pereira.

Na seqüência, começou a apuração do Grupo de Acesso. A Gaviões da Fiel foi a vencedora com 298,5 e, em 2006, volta para o Grupo Especial com a Unidos do Peruche, que ficou em segundo lugar com 294 pontos.

Dilema esportivo
Com a ida da Gaviões para o Grupo Especial e a permanência da Mancha Verde na categoria principal, a liga agora vai ter de resolver outra questão. O artigo 46 do regulamento diz que se duas ou mais escolas ligadas a torcidas de futebol ficarem no mesmo grupo, seria criado um grupo especial para escolas de samba esportivas. Mas isso não agrada às agremiações.

O presidente da Escola de Samba Mancha Verde, Paulo Serdan, disse que vai à Justiça se necessário. “Não pedimos favor algum à Liga e estamos no Grupo Especial por mérito. Não aceitamos diferenças, somos uma escola de samba como outra qualquer.” O presidente da Gaviões, Ronaldo Pinto, concordou. “Não vamos acatar essa idéia. Voltamos para o nosso devido lugar que é o Grupo Especial.”

O presidente da liga, Robson de Oliveira, disse que essa questão só será resolvida em junho, em um fórum de carnaval. Uma saída seria as duas escolas desfilarem em dias diferentes. “Nem acabou o carnaval deste ano e já estão se preocupando com o de 2006”, desconversou Oliveira.

Sem apoio da Prefeitura, a liga fecha o carnaval com uma dívida de R$ 4,6 milhões. “Vamos fazer reuniões com o governo municipal e estadual e com a iniciativa privada. Espero resolver isso”, disse o presidente da liga.

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Gazeta Admininstrator
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