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Igualdade salarial nos EUA poderá ser alcançada em 2038, aponta pesquisa

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A Flórida deve ser o primeiro estado em que as mulheres receberão salários iguais aos dos homens em 2038. Foto: Pixabay.

As grandes transformações ocorridas no mercado de trabalho lembram a luta pelo espaço feminino na sociedade desde séculos passados, mas os números mostram que ainda há muito por vir.

De acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial de 2016, a igualdade de gêneros só será possível em 2095 e que a disparidade, quando se trata de participação econômica e oportunidades para as mulheres, gira em torno de 60%.

No ranking de igualdade salarial, nos Estados Unidos, uma estimativa do relatório do Instituto de Pesquisa em Políticas para Mulheres revelou que a desigualdade de salários afeta os estados americanos em intensidades diferentes. As mulheres na Flórida, por exemplo, devem ser as primeiras a receber salários iguais aos dos homens: a paridade no estado deve ser alcançada em 2038. Já em Wyoming, a desigualdade só será vencida no próximo século: em 2159.

Atualmente, o estado de Nova York é o mais próximo da igualdade salarial entre gêneros, com as mulheres ganhando 87,6% da renda dos homens. Louisiana, onde o percentual é 66,7%, aparece por último no ranking.

Um outro estudo americano intituladoSimple Truth about the Gender Pay GAP(A simples verdade sobre a desigualdade salarial de gêneros) apontou que, em 2015, as trabalhadoras em tempo integral nos Estados Unidos ganhavam 80% menos que os homens.

Estudiosos consideram que, apesar do valor menor, houve ganho ao longo dos anos e o salário é reflexo de melhorias constantes para as mulheres no período de 1960 até 2000. Entretanto, desde 2001, observa-se maior lentidão na tentativa de deixar os salários menos desiguais – o que só permitiria que fossem igualados em 2159.

De acordo com o estudo, a diminuição das desigualdades registradas de 1960 em diante estava diretamente ligada ao aumento da escolaridade das mulheres.

Mulheres chefes de família

Mudanças nas estruturas familiares também têm afetado a vida das mulheres. Em 2012, a proporção de mulheres chefes de família atingiu o patamar de 40%. Por isso, diz o documento, os índices de pobreza aumentaram, porque cada vez mais mulheres passam a sustentar sozinhas a família, sem uma melhoria salarial equiparada à condição dos trabalhadores.

Participação não chegará a 50%

Em outra estimativa baseada na participação por gênero, o Centro de Pesquisa Pew Research avalia que a participação das mulheres no mercado de trabalho deve atingir o percentual máximo em alguns anos, mas deve seguir uma tendência de ser sempre minoria e nunca chegar aos 50% da força laboral norte-americana.

A conclusão do Pew Research baseou-se em números oficiais do Bureau of Labor Statistist. Na análise do centro de pesquisa, a participação de mulheres no mercado vem crescendo e poderá atingir o pico de 47,5% em 2025 e depois começar a diminuir.

A presidente do instituto de pesquisas, Heidi Hartmann, afirmou após a divulgação dos números no ano passado que a situação das mulheres em relação a ganho salarial e acesso a emprego pioraram ou estagnaram em quase metade dos estados na última década. “Quando metade do país não está vendo nenhum ganho nem em renda nem em acesso ao mercado de trabalho, é um panorama preocupante para a economia do país como um todo”.

Já o Brasil aparece em 124º lugar entre 142 países, ficando como um dos piores quando o assunto éigualdade de salário entre homens e mulheres, segundo oÍndice Global de Desigualdade de Gênero, divulgado peloFórum Econômico Mundial.

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Arlaine Castro
Arlaine Castro
Arlaine Castro Mineira, formada em Comunicação Social - Jornalismo pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UNILESTEMG). Traz em seu currículo experiências como assessora de comunicação, escritora, revisora e organizadora do livro Eta Babilônia. Atualmente é repórter do Gazeta News.
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