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Homens-bomba ‘ensaiaram’ ataque em Londres

Os homens-bomba que atacaram Londres no dia 7 de julho teriam “ensaiado” suas ações no metrô da capital britânica no final de junho, nove dias antes dos atentados.
Segundo informações publicadas no jornal Evening Standard, a polícia acredita que os extremistas realizaram uma missão de reconhecimento do local.

A Scotland Yard já estudou milhares de horas de imagens gravadas por câmeras de circuito interno de televisão como parte da investigação dos ataques que deixaram 52 pessoas mortas, além dos próprios homens-bomba, e mais de 700 feridos.

Evidências de uma missão de reconhecimento sustentam a teoria de que os quatro militantes planejavam detonar as bombas no metrô londrino.

Acredita-se que o homem que explodiu a bomba em um ônibus em Tavistock Square, Hasib Hussain, não conseguiu entrar no metrô porque os serviços já haviam sido interrompidos.

Os outros autores dos ataques – Shehzad Tanweed, Germaine Lindsay e Mohammad Sidique Khan – detonaram as bombas quase simultaneamente.

O correspondente da BBC Danny Shaw disse que a polícia, por meio da análise de imagens, “viu que três dos homens fizeram um ensaio” nas estações que depois foram atacadas.

Vídeo

Na segunda-feira, o nº 2 no comando da organização Al Qaeda, Ayman Al-Zawahiri, disse pela primeira vez que o grupo está por trás dos atentados a bomba em Londres.

Em um vídeo transmitido pela rede de TV Al Jazeera, Al-Zawahiri disse que a Al Qaeda teve a “honra” de cometer os atentados.

Segundo o braço direito de Osama Bin Laden, os ataques foram a resposta da Al Qaeda ao que ele chamou de arrogância dos combatentes britânicos e agressão contra a nação do Islã.

A jornalista da BBC Jane Hughes afirma que a polícia analisou cerca de 80 mil fitas de vídeo.

Ela acrescentou que os comentários de Al-Zawahiri, e um vídeo gravado por um dos quatro homens-bomba antes de morrer nos atentados, fizeram com que os investigadores “mudassem a maneira de pensar”, acreditando agora que os ataques tiveram uma dimensão internacional.

Familiares

Os parentes das vítimas dos ataques devem receber pelo menos 10 mil libras (cerca de R$ 41 mil) por meio de um fundo especial.

Sobreviventes que ficaram gravemente feridos podem receber até 15 mil libras. Aqueles que ficaram sem trabalhar por mais de quatro semanas devem receber cerca de 3 mil libras.

O dinheiro virá de um fundo criado após os ataques e que arrecadou quase 9 milhões de libras.

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