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Gols no fim destroem sonho alemão.

A Itália sabia que não teria condições de enfrentar a Alemanha nos pênaltis. Nas Copas do Mundo da FIFA a eficiência alemã não permite falhas aos 12 metros do gol. Eles venceram todos os jogos terminados em cobrança de pênaltis, enquanto a Itália só conheceu sofrimento: foram três derrotas em três Copas do Mundo. Então a Azzura sabia que teria que definir a partida nos 120 minutos em campo se quisesse ir a Berlin no dia 9 de julho.

No estádio de Dortmund, o relógio marcava 119 minutos quando os italianos deram o primeiro golpe. Mal houve tempo para a Alemanha responder. Mas só para realmente não restarem dúvidas, a Itália logo marcou o segundo gol. As esperanças da nação anfitriã, que tanto contribuiu para o sucesso desta Copa do Mundo, transformaram-se em pó e foram levadas pelo ar quente desta noite.

O sonho de uma segunda vitória em casa terminou. Agora chegou a vez dos jogadores de Marcello Lippi terem a oportunidade de colocarem quatro Copas do Mundo embaixo do braço. Será a sexta final para a Itália, e a seleção Azzura terá de enfrentar França ou Portugal, que jogarão a segunda semifinal em Munique nesta quarta-feira.

Se a Alemanha tivesse saído vitoriosa na partida desta terça-feira, eles teriam chegado em Berlin exaustos. Para o time de Jürgen Klinsmann, o jogo da semana passada contra a Argentina foi extremamente desgastante, e seus craques tiveram que passar por uma prorrogação e pela cobrança de pênaltis para superar os adversários. Hoje, eles travaram outra longa e dura batalha contra a Itália, que só conseguiu marcar gols no final da prorrogação.

Para um país onde o futebol é tão importante, a última apresentação da Itália trouxe muita alegria a uma nação que está passando, nas últimas semanas, por uma série de investigações de corrupção que ameaçam banir quatro de seus maiores times dos campos europeus. Um deles é o AC Milan, que forneceu Andrea Pirlo, o Jogador da Partida.

Outro é o Juventus onde joga o Alessandro Del Piero, autor do belíssimo segundo gol desta noite após receber um passe perfeito de Alberto Giardino.

Enquanto muitos insistiam que o escândalo afetaria negativamente as chances da Itália nesta Copa do Mundo, talvez o oposto seja verdade, pois a seleção italiana foi motivada a jogar com ainda mais garra. Como Lippi insistiu desde o começo, é possível que estes problemas não tenham causado nenhum efeito negativo no desempenho de seus jogadores.

Essa noite foi um tremendo desafio para os italianos, principalmente por causa da onda de euforia que invadia a nação anfitriã. O estádio também não parecia ajudar, pois é um lugar especial para a Alemanha. Das 14 partidas jogadas no estádio de Dortmund até esta noite, eles não haviam perdido nenhuma e apenas empataram uma única vez contra a Escócia. Mas os alemães já haviam sido derrotados pela Itália em quatro Copas do Mundo.

Klinsmann resolveu substituir Torsten Frings, que estava suspenso, por Sebastian Kehl. Kehl joga para o Borussia Dortmund, e mais do que ninguém conhece o clima deste estádio. O técnico também não escalou Bastian Schweinsteiger, e optou por Tim Borowski, a quem deu a responsabilidade de avançar pela esquerda no meio-campo. A preocupação da torcida italiana era se diante de apenas mais duas vitórias, seus ídolos iriam manter-se fortes com tanto barulho e devoção da torcida inimiga.

Eles se preocuparam em vão. Depois do apito inicial, os criativos jogadores italianos dominaram a bola e já não restaram muitas dúvidas. No amistoso de Florença em março, a Itália havia marcado dois gols nos primeiros sete minutos da partida, resultando numa vitória de 4 a 1.

A semifinal contra a Alemanha nunca seria como o amistoso em Florença, mas os italianos já mostravam que estavam dominando o jogo no primeiro tempo.

O jogador do Dia

Andrea Pirlo – cabeça fria e passes mágicos

Pirlo raramente desperdiçou a bola com más jogadas e Francesco Totti dominou as áreas centrais com confiança. Ambos conseguiram encontrar os atacantes de seu time facilmente. Mesmo assim, houve vezes em que eles precisaram que Fabio Cannavaro mostrasse todas as suas virtudes na defesa durante alguns lances perigosos da Alemanha. Foi um bate e volta durante os cento e vinte minutos da partida.

O Momento do Dia

O apito sinalizando o começo da prorrogação

Agora a Itália sabia que tinha que jogar de uma maneira especial. O jogo bonito da Itália se revelou quando Alberto Gilardino chutou bem do lado esquerdo da baliza de Jens Lehmann. Um minuto depois, Gianluca Zambrotta correu em direção a uma bola perdida, mas o chute mais uma vez bateu no travessão.

Não seria uma reprise da partida de 1970, em que as seleções marcaram o maior número de gols numa prorrogação (foram cinco, numa vitória de 4 a 3 para a Itália), apesar destes lances estarem quase chegando lá. A Alemanha também estava jogando tudo ou nada, e Podolski irá relembrar com arrependimento o cabeceio perdido.

O gol do dia

Fabio Grosso: Itália 1-0

A brecha para o gol apareceu quando Pirlo segurou a bola antes de passá-la para Grosso, que com um chute de esquerda, não deixou nenhuma chance para Lehmann. E quando Del Piero mandou o segundo gol, só restou a Alemanha se contentar com o terceiro lugar, enquanto a Itália já vislumbra a grande vitória adiante.

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Gazeta Admininstrator
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