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Fort Lauderdale e Miami lideram índice de crimes do sul da Flórida

  • Estatística do FBI revela as cidades mais perigosas da Flórida

As estatísticas de 2016 de crimes no estado divulgadas em setembro pelo Federal Bureau of Investigation (FBI) mostram que as cidades de Jacksonville, Miami, Tampa e Orlando detêm os números mais altos de variados tipos de crimes, e das cidades do sul da Flórida, Miami e Fort Lauderdale lideram.

Dentre as principais categorias apontadas no relatório estão: crime violento, homicídio, estupro, agressão agravada, crime de propriedade, roubo, furto e roubo de veículos. No sul da Flórida, Miami tem taxa mais alta e Fort Lauderdale lidera em Broward.

Para crimes violentos, o relatório aponta Miami como a segunda cidade em todo o estado e Fort Lauderdale com números mais altos na região de Broward. Em primeiro lugar geral aparece Jacksonville (5,504), seguida por Miami (3,989); Orlando (2,328), Tampa (1,906); São Petersburgo (1,727); Fort Lauderdale (1144); West Palm Beach (954); Pompano Beach (931); Fort Myers (947) e Miami Beach (940).

Furtos: Jacksonville (22,660); Miami (14,335); São Petersburgo (9,771); Orlando (9,621); Fort Lauderdale (7,856);

Talahassee (7,854) e Miami Beach ( 7,251).

Estupros: Jacksonville (517); Orlando (211) e Talahassee (207). No sul da Flórida, as cidades com índices maiores são Fort Lauderdale (71); Pompano Beach (77); West Palm Beach (71) e Miami Beach (57).

Homicídio: Jacksonville lidera novamente (106); Orlando (84); Miami (55); Tampa (29). No sul, Miami Gardens (22); Fort Lauderdale (18) e Fort Myers (15).

Roubo (sob ameaça ou violência): Jacksonville (1,463); Miami (1,443); São Petersburgo (556); Orlando (504); Tampa (488); Fort Lauderdale (483); Talahassee (405) Miami Beach (345); Pompano Beach (344).

Roubo de veículos: Jacksonville (3,027); Miami (1,996); Orlando (1,240); Talahassee (1,099); Fort Lauderdale (918); Miami Beach (565); Pompano Beach (564); Hollywood (535).

Aumento em Broward e Palm Beach County

De acordo com dados do Florida Department of Law Enforcement, em 2016, a taxa de criminalidade do estado caiu 4,4% – pontuação mais baixa em 46 anos -, porém, subiu 1,6% em Broward County e 2,2% em Palm Beach County. Os dados incluem os crimes de assassinato, ofensas sexuais forçadas, roubo, agressão agravada, roubo, furto e roubo de veículos.

Casos de brasileiros

Dentre casos relatados por brasileiros, está o da mato-grossense Solange Mendes, que mora próximo à Primeira Igreja Batista em Pompano Beach e relata o furto de sua caminhonete F250, de cor verde, na noite de 2 de novembro. Segundo Mendes, o veículo estava estacionado em frente a sua casa. “Meu esposo chegou com ela do trabalho e estacionou no driveway da nossa casa. Nós temos uma companhia de instalação de calçamento, o “brick”, e carregamos várias máquinas e equipamentos nela. Às 10:30pm fomos dormir e a caminhonete estava lá. Quando meu esposo levantou às 6am do dia seguinte ela já não estava mais no local”, explica.

Mendes diz que junto com o veículo foram levadas 3 máquinas sthill; 1 pressure clean; 2 máquinas de spray (usadas para pintura); 1 compact; 1 máquina de remover grama e várias outras ferramentas pequenas que usamos para o trabalho. Moramos há 15 anos nos Estados Unidos e nesse local há 5 anos. Nunca vimos um roubo assim”, salienta.

Ford F250 de cor verde, placa TAG 518YIX, roubada na porta de casa.

O casal fez a denúncia do furto à polícia, mas ainda não tem notícias do veículo nem dos pertences. “O carro é um Ford F250 de cor verde, placa TAG 518YIX, roubada próximo à Dixie com a US-1 e Sample, em Pompano Beach. Quem tiver informações, oferecemos recompensa”, acrescenta Mendes.

O prejuízo material, Mendes acredita ser em torno de $18 mil dólares, juntando o carro e as máquinas. Para continuar trabalhando após o roubo, o casal precisou comprar três máquinas , algumas ferramentas pequenas e estão usando o carro de passeio. “Temos 4 funcionários e não podemos deixar de trabalhar. Estamos abalados e nos virando como dá”, disse.

Outros dois casos foram relatados pela mineira Patrícia da Silva, que mora com a família em Delray Beach e conta que foram roubados duas vezes nos últimos três meses. “O primeiro roubo aconteceu 18 dias depois que mudamos pra nossa casa, em agosto. Entraram na casa pela porta da frente e saíram pela porta de trás levando alguns objetos. Ainda não tinha alarme porque pensamos que não seria necessário, uma vez que é uma área tranquila e nós nunca tivemos problemas como esse antes. O outro foi há 3 semanas, quando a van com ferramentas de trabalho do meu marido foi roubada. Só os materiais somam $4 mil dólares. Fizemos o report à polícia e ela foi encontrada na semana passada em Riviera Beach”, destacou.

Sobre a violência na Flórida, Silva destaca que mudou o modo de pensar depois dos roubos. “Achamos que fosse uma área tranquila por ter mais aposentados também, mas vimos que está acontecendo por todo o lado e é preciso ter mais cuidado, colocar câmeras, alarmes e tudo o que for possível para a segurança. Infelizmente não é so no Brasil que isso acontece”, aponta.

Por definição na legislação americana atual, o crime de assalto envolve a entrada em uma estrutura (seja casa ou comércio) de um indivíduo que não tem permissão e se compromete com o crime. Já o roubo é caracterizado pelo uso do medo ou da força para levar o objeto pessoal pertencente a outro, e o furto ocorre sempre que houver uma tomada não autorizada de algo de posse de outro.

*Dados de 2016 compilados pelo Federal Bureau of Investigation de acordo com informações de cada cidade da Flórida.

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Arlaine Castro
Arlaine Castro
Arlaine Castro Mineira, formada em Comunicação Social - Jornalismo pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UNILESTEMG). Traz em seu currículo experiências como assessora de comunicação, escritora, revisora e organizadora do livro Eta Babilônia. Atualmente é repórter do Gazeta News.
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