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Fiéis atribuem prisão de líderes da Renascer a perseguição religiosa

Os fiéis da Igreja Renascer em Cristo atribuem a prisão dos líderes Estevam Hernandes Filho e Sônia Haddad Moraes Hernandes à perseguição religiosa. Nos templos da igreja durante esta semana fiéis, pastores e presbíteros (função abaixo dos pastores) da igreja que usavam passagens da Bíblia para explicar por que se sentem perseguidos.

“Esse momento é um momento de perseguição contra a Renascer”, disse a presbítera Carla de Tomazo depois de um culto na Avenida Jabaquara, Zona Sul de São Paulo, na tarde de quarta-feira (10). “A igreja evangélica tem crescido de forma avassaladora. E, espiritualmente, existe uma resistência contra isso”, defende a pastora Adriana Bernardo, que conduz cultos no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo.

Fundada em 1986 pelo ex-gerente de marketing da Xerox, Estevão Hernandez, e por sua mulher, Sônia, a Igreja Apostólica Renascer em Cristo tem mais de dois milhões de fiéis, mas também ficou conhecida porque conquistou figuras famosas.

A maior publicidade que a Renascer recebeu nos últimos anos foi o casamento de uma de suas principais estrelas: o meia-atacante Kaká, titular do Milan e da seleção brasileira, com Caroline Celico, em dezembro de 2005.

A celebração da união do casal foi realizada na sede da Igreja Renascer em Cristo, no Cambuci, em São Paulo, e contou com estrelas do futebol, como o atacante Ronaldo e o meia-atacante Júlio Baptista, ambos do Real Madrid, o goleiro Dida, do Milan e o técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira, dentre outras personalidades esportivas, como Cafu.

Kaká é, sem dúvida, a maior personalidade que segue as tradições da Renascer. Sua assessoria de imprensa afirmou à Folha Online que ele não comentaria a prisão do casal Hernandes.
Além dele, outros jogadores de futebol, como o meia William, do Palmeiras, também freqüentam a igreja.

Na área musical, a Renascer também atrai figuras públicas. Um exemplo disso são os cantores de pagode Salgadinho (ex-vocalista do Katinguelê) e Rodriguinho (ex-vocalista do grupo Travessos).

Deus e as notícias
Hoje, a Renascer tem cerca de 1.200 no Brasil e em cinco outros países. Esse crescimento em grande parte também se deve à maneira profissional com que a igreja se relaciona com seus devotos.
A cena lembra um programa de auditório. Um homem com um microfone na mão domina um palco de cerca de 20 metros de largura. Fala a uma platéia apreensiva, formada na maioria por jovens. Faz brincadeiras e é acompanhado por uma banda de música. O conjunto toca um ritmo indecifrável, mas o público parece gostar – todo mundo tem a letra na ponta da língua. No meio do ato religioso, o apresentador, bispo Ricardo, pergunta aos fiéis: “As notícias que vêm do demônio vão nos separar do amor de Deus?”. As cerca de cem pessoas respondem em coro: “Nãããããão”. É o ponto alto do “espetáculo”.
O discurso do pastor ocorreu na noite da terça-feira 9, na igreja Renascer do Alto da Lapa, em São Paulo. Àquela mesma hora, a bispa Sônia e o apóstolo Estevam Hernandes, líderes e fundadores da Renascer, estavam presos no Federal Detention Center (Centro Federal de Detenção), uma penitenciária em Miami, nos Estados Unidos. Pela manhã, haviam sido presos por agentes do serviço de imigração ao desembarcar com US$ 56.467 não declarados à alfândega americana.

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Gazeta Admininstrator
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