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Federal não vai considerar relatório dos EUA sobre acidente com avião da Gol

O delegado Renato Sayão, que preside o inquérito da Polícia Federal sobre o acidente entre o jato Legacy e o Boeing da Gol, que deixou 154 pessoas mortas em 29 de setembro de 2006, recusou-se a comentar o relatório da agência americana publicado na quinta-feira, 3, no jornal The New York Times.

“Isso está alheio à investigação. Se alguém me apresentar algo concreto desse documento, aí posso analisar.” Segundo Sayão, 95% do inquérito comandado por ele está concluído. O relatório divulgado pela Agência Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA, considerou que o foi causado, em parte, pelo fato de o transponder (aparelho que dá a localização exata do avião e está acoplado ao sistema anticolisão) não ter um sistema de alerta para situações em que permanece inoperante.

A agência também recomendou que os pilotos americanos de jatos civis sejam informados sobre as circunstâncias do acidente e a atual “falta de avisos claros” se o sistema deixar de funcionar. A agência americana está envolvida na investigação porque a fábrica do Boeing fica nos EUA e o Legacy, construído pela Embraer, estava sendo levado para aquele país.

Sayão afirmou que, “até o final do mês nosso trabalho estará fechado.” Ele ressaltou que dificilmente mudará a linha de investigação de que os pilotos do Legacy, Joe Lepore e Jan Paul Paladino, foram negligentes na condução do jato.

Enquanto isso, o advogado dos dois, Theo Dias, afirmou que o parecer da agência americana “reforça a tese de que a responsabilidade de agir no caso de falha do transponder ou do sistema anticolisão é do controlador de vôo”.

Para o diretor de Segurança de Vôo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Carlos Camacho, o relatório mostra que os pilotos do Legacy foram “muito mais vítimas do que causadores das falhas nos equipamentos.”

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Gazeta Admininstrator
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