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EUA promete cortar déficit e pressiona parceiros no G-8

O secretário do Tesouro norte-americano, John Snow, disse neste sábado que os Estados Unidos estão começando a refrear seu grande déficit orçamentário e repetiu os apelos para que a Europa e o Japão façam a sua parte pelo bem do crescimento econômico global.

Depois de uma reunião de ministros de Finanças do grupo dos sete países mais industrializados do mundo, mais a Rússia, o G-8, Snow falou duramente sobre a necessidade de a Europa estimular suas economias, de fraco desempenho, e disse que a Ásia deve jogar limpo nos mercados de moedas para garantir o comércio justo.

“Todos compreendemos que o ajuste global é uma responsabilidade compartilhada”, disse Snow em uma entrevista coletiva à imprensa no fim da reunião de dois dias, em Londres.

“São necessárias vigorosas reformas estruturais na Europa e no Japão para fazerem o alicerce de um crescimento vibrante, assim como uma crescente flexibilidade cambial na Ásia emergente”, afirmou.

O secretário do Tesouro norte-americano disse que o déficit orçamentário dos EUA, previsto para atingir 427 bilhões de dólares no ano fiscal de 2005, que termina em 30 de setembro, com certeza ficará bem abaixo desse nível, possivelmente por volta de 350 bilhões de dólares.

Isso significa, afirmou, que os Estados Unidos estão “no caminho” de reduzir pela metade o seu déficit orçamentário até 2009, como percentagem da produção nacional total. O déficit fiscal de 2004 foi de 412,6 bilhões de dólares.

“Temos uma obrigação e a levamos a sério”, disse Snow.

O G-8, formado pelos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Rússia, decidiu em Londres cancelar dívidas multilaterais de 18 países, a maioria na África.

Snow se reuniu em separado na sexta-feira com o ministro das Finanças da China, Jin Renqing, em Londres, e o G-8 teve um café-da-manhã de negócios no sábado com representantes da China, África do Sul, Brasil e Índia — em que foram discutidos os esforços para persuadir a China a permitir a valorização de sua moeda, o yuan, liberando-a do atrelamento ao dólar.

Fontes do governo dos EUA se recusaram a especificar o que Snow e Jin discutiram.

Os Estados Unidos lideram uma campanha para que a China permita a valorização de sua moeda, o que a Europa também deseja. Em público, a China vem dizendo que agirá quando e da forma que julgar apropriada e não devido à pressão ocidental.

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Gazeta Admininstrator
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