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Entre muros

5138251930_513719d9e7_oPor Henrique Matthiesen*

Existem diversos muros visíveis que segregam as sociedades. Um dos mais conhecidos foi o muro de Berlim, seguido pelo muro da Cisjordânia que separa Palestinos de Israelenses, além do muro que está sendo construído no México para separar os Estados Unidos dos vizinhos, entre outros. Porém, há também diversos muros invisíveis que também cumprem o papel segregador. Esses muros são a expressão da intolerância, do ódio, do preconceito.

Existentes de forma imaterial aqui no Brasil, temos nossos inúmeros muros tão vergonhosos quanto os muros citados mundo afora. São os muros da irracionalidade, que se edificaram secularmente por nossa origem conservadora, escravocrata, de aristocracia.

Getúlio Vargas foi o primeiro a combater esses muros dando direitos aos trabalhadores, às mulheres e promovendo uma política de desenvolvimento nacional.

Foi levado ao suicídio.

Outro que tentou desconstruir esses muros foi João Goulart que queria promover as Reformas de Base –  algo intolerável e inadmissível aos segregadores – e, Jango queria modernizar e ampliar os direitos dos excluídos.

Foi deposto num golpe de Estado que instaurou um regime de exceção por 21 anos.

Lula chegou ao poder em 2003. Criou programas como o Bolsa Família, Prouni, Minha Casa Minha Vida, e depois de 2 mandatos, elegeu Dilma Rousseff que deu continuidade e ampliou os direitos anteriormente conquistados criando entre outros projetos, o Mais Médicos.

Esses atos levaram os “barões” à exporem suas verdadeiras vísceras e preconceitos nas ruas de todo o Brasil.

Os muros brasileiros começaram o seu processo de fortalecimento, a expressão do ódio de classes, da segregação social, e foram agora descortinados de forma insofismável.

A não aceitação de negros, pobres, e filhos de trabalhadores frequentando as universidades, antes espaço exclusivos de nossas elites, foram uma afronta à nossas elites.

O poder aquisitivo e a entrada no mercado de consumo de milhões de miseráveis, também não foram degustados por esses construtores de muros.

A perda das eleições presidenciais e a derrota de seu legítimo candidato foi o estopim para a irracionalidade. É necessário restabelecer os muros.

Não é aceitável a ascensão social destes descendentes de escravos e de miseráveis aos aeroportos, restaurantes, mercados etc, etc.

Entretanto, não é mais possível essa segregação com muros invisíveis, imateriais e conseguiram edificar em Brasília o muro da vergonha.

Em plena Esplanada dos Ministérios foi erguido esse muro para separar brasileiros, para apartar os que querem a continuidade da Democracia e da Justiça Social daqueles que não toleram a vontade soberana do povo, dos que querem rasgar a Constituição.

Esses são os muros contemporâneos do Brasil que têm sua origem na mais nefasta elite subserviente que possuímos.

*Henrique Matthiesen é bacharel em Direito.

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