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Entrada de brasileiros ilegais ultrapassa a média nos EUA.

A quantidade de brasileiros vivendo ilegalmente nos EUA aumentou 70% entre 2000 e o início de 2005. Esse indíce de crescimento inferior apenas à dos indianos, de acordo com estimativa divulgada pelo Departamento de Segurança Interna. Com aproximadamente 170 mil “indocumentados” em janeiro de 2005, o Brasil é a nona maior comunidade ilegal em território norte-americano.

Ao todo, a pesquisa avalia que a população ilegal nos EUA era de 10,5 milhões há 19 meses. Mantida a taxa de crescimento média desde 2000 (408 mil por ano), esse contingente seria hoje de pouco mais de 11,1 milhões de pessoas, o equivalente a quase 4% da população americana (299,5 milhões).

Segundo o levantamento, os brasileiros representam cerca de 2% da população ilegal, com um ritmo médio de 14 mil novos imigrantes por ano entre 2000 e janeiro de 2005, ou 38 por dia.

Em números absolutos, os novos imigrantes brasileiros (70 mil) ficaram em quarto lugar nesse período, abaixo dos imbatíveis mexicanos (1,3 milhão), dos indianos (160 mil) e dos guatemaltecos (80 mil).

Apesar de expressivo, o crescimento registrado pela estimativa não captou o “boom” da imigração brasileira no ano passado pela fronteira americana com o México, fenômeno que ganhou destaque na grande imprensa americana e chegou a ser mencionado em discurso pelo presidente norte-americano, George W. Bush.

Presos na fronteira

Ao longo do ano fiscal de 2005 (de 1º de outubro de 2004 a 30 de setembro seguinte), 31.070 brasileiros foram presos na região de fronteira com o México, segundo a Patrulha da Fronteira, órgão subordinado ao Departamento de Segurança Interna. Em média, houve 85 prisões de brasileiros por dia, a maioria no Texas.

A explosão do fluxo de brasileiros deveu-se, em grande parte, à estratégia dos imigrantes de se entregar à Patrulha da Fronteira e, dessa forma, utilizar uma brecha conhecida como “catch and release” (prende e solta). Ou seja, os brasileiros eram liberados pelos agentes sob a condição de comparecer a uma audiência judicial –o que raramente ocorria.

Em meados do ano passado, o governo americano passou a adotar gradativamente a chamada “remoção rápida” contra os brasileiros, medida que acelera a deportação e nega o direito à corte judicial.

A medida, aliada à volta da exigência de visto para a entrada no México, em outubro, fez com que o número de brasileiros detidos caísse vertiginosamente a partir de outubro. A redução foi comemorada publicamente por Bush no mês seguinte, em discurso.

Nos três primeiros meses deste ano, apenas 215 brasileiros foram presos vindos do México, segundo a Patrulha da Fronteira, média de apenas 2,3 casos por dia. O número de brasileiros cruzando, no entanto, deve ser maior, já que não é mais vantajoso se entregar.

O endurecimento também fez com que alguns brasileiros começassem a usar uma rota a partir da Guatemala. Dali, atravessam ilegalmente o México para chegar aos EUA.

A estimativa confirma que os imigrantes têm se espalhado cada vez mais pelo território norte-americano. Embora a Califórnia, o Texas e a Flórida, destinos tradicionais, concentrem 47% dos “imigrantes não autorizados” ,termo empregado pelo estudo, o maior crescimento ocorreu no Estado da Geórgia, cuja capital, Atlanta, tem uma comunidade nova e crescente de brasileiros.

O aumento nesse Estado sulista com pouca tradição de absorver imigrantes foi de 114% entre 2000 e 2005, contra uma média nacional de 24%.

Por outro lado, a Califórnia continua abrigando a maior população ilegal, com 2,8 milhões de “não autorizados” –a imensa maioria, mexicanos. Mas a porcentagem californiana sobre total de ilegais no país caiu de 30% para 26%.

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Gazeta Admininstrator
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