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Editorial: O bom jornalismo faz bem à comunidade

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Nos dias de hoje, com a internet, os leitores atuais estão cada vez mais informados, mas resta saber se estão bem informados e acessando notícias verdadeiras em sites jornalísticos sérios dentre os inúmeros que são criados diariamente na web.

Em tempos de informação em um clique, a precipitação e a falta de rigor podem ameaçar o bom jornalismo. A qualidade da informação não existe em muitos desses sites que não passam de páginas que só reproduzem notícias e opiniões. Mais parecem blogs pessoais do que um portal jornalístico. E é aí que está a diferença.

A valorização da imprensa livre e da qualidade do conteúdo é uma constante para os profissionais da área, e é isso que não deixa o bom jornalismo ser engolido pela “era da (des)informação”.

Ganha-se credibilidade quando se trabalha alinhado ao público-alvo. O GAZETA completa esse mês 23 anos no mercado e sempre esteve envolvido com a comunidade brasileira na Flórida. O objetivo sempre foi informar, mas também apoiar nossa comunidade através da divulgação das informações verdadeiras. E não é só isso. Não basta dar a notícia e pronto. O jornalismo de qualidade requer cuidados. Um jornal seguido por uma comunidade inteira também deve se preocupar com ela. Afinal, ajudamos a formar opiniões que podem mudar a vida dos leitores e a continuidade dessa relação é o que mantém esse círculo chamado jornalismo e comunidade.

Ao longo desses 23 anos, tivemos muitas conquistas na nossa comunidade, as quais serviram como incentivo para continuarmos trabalhando mais e melhor. Nem sempre as notícias são boas, mas é nosso dever informá-las.

O GAZETA sempre priorizou uma forma neutra e honesta de passar as notícias, sem opinar nem favorecer ninguém. O sensacionalismo existe em jornais que não buscam a verdade por trás dos fatos, apenas as jogam para o leitor em busca de audiência. O que não é o caso de um jornal sério e comprometido com sua comunidade.

Uma notícia falsa pode desencadear uma guerra. Em tempos de crises políticas e financeiras, “pipocam” informações sem fontes fidedignas e não é preciso ser especialista na área para perceber que “fake news” são criadas para controlar a opinião pública e causar alarde na população. E, atualmente, o compartilhamento de falsas notícias acaba aumentando o pavor na população, como ocorreu com as falsas informações de “batidas de agentes da imigração” em alguns pontos do sul da Flórida há algumas semanas.

Muitos aproveitam a situação política de incertezas para causar alarde nos imigrantes indocumentados. E até que se busque a verdade, como o contato que o GAZETA fez diretamente com o ICE para saber se era verdade e desmentir os boatos, alguém pode sair prejudicado.

Ou seja, não é porque está publicado em blogs, sites, redes sociais, ou compartilhado em grupos do WhatsApp que necessariamente é verdade. Normalmente, os sites mais confiáveis são de jornais sérios, cujo domínio de internet é único.

O jornalismo de qualidade precisa ser valorizado. A liberdade de expressão e a democracia dependem dele e esse valor é indiscutível. É preciso investimento, tanto do jornal quanto dos leitores.

Uma campanha lançada no Twitter no início deste mês sob o nome #PressOn – “assine um jornal de verdade e poste o recibo”, ajudou a realçar a necessidade de valorizar os veículos sérios de informação, como investimento.

A campanha teve a adesão de milhares de pessoas, inclusive atores como Ben Stiller e Mariska Hargitay, que compartilharam a frase com uma cópia da assinatura de grandes e sérios jornais.

Enfim, a #PressOn acabou por colocar em destaque a necessidade de um jornalismo mais sério e comprometido com a verdade em tempos de falsas notícias online. Todos os manuais de redação consagram a necessidade de ouvir os dois lados de um mesmo assunto em busca da objetividade e ética, mas nem todos o fazem. É preciso distinguir quem assim o faz e consumir o que não lhe fará perder tempo na vida moderna – informação de qualidade.

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Arlaine Castro
Arlaine Castro
Arlaine Castro Mineira, formada em Comunicação Social - Jornalismo pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UNILESTEMG). Traz em seu currículo experiências como assessora de comunicação, escritora, revisora e organizadora do livro Eta Babilônia. Atualmente é repórter do Gazeta News.
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