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e pede redução de subsidio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta a diversos líderes europeus pedindo que a União Europeia uma proposta de “efetiva abertura de mercado para os produtos agrícolas dos paises em desenvolvimento”.

“Alimentamos a expectativa de que a proposta contemple uma efetiva abertura de mercado para os produtos agrícolas, in natura e processados, dos paises em desenvolvimento”, diz a carta do presidente.

“Neste momento crucial, a melhor atenção no sentido de influir para que a proposta da União Europeia sobre acesso a mercados em Agricultura represente um verdadeiro impulso à negociações agrícolas”, diz o texto da carta, que foi enviada ao presidente da França, Jacques Chirac; ao presidente da Itália, Carlo Azeglio Ciampi; e aos primeiros-ministros da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero; e de Portugal, Jos?S?rates.

Carta semelhante foi enviada nesta semana por Lula ao presidente da Comissão Europeia (o bra? executivo da UE), José Manuel Dur? Barroso.

Lula lembrou aos líderes europeus a proposta feita pelos EUA para redução dos subsídios, produção agrícola, mas disse que “não atendem plenamente” as expectativas do G20 (grupo de paises que lidera a campanha pelo fim dos subsídios agrícolas, liderado por Brasil e ?dia) de uma “redução substancial” nos subsídios.

Mesmo assim, o presidente disse que a proposta dos EUA (de um corte de 60% nos subsídios a seus produtores agrícolas) “foi um passo importante”.

Os paises desenvolvidos, no entanto, condicionam o fim dos subsídios a uma maior abertura nos paises em desenvolvimento nos setores de serviços. Quanto a isso, Lula disse que “o Brasil e o G-20 está dispostos, conforme demonstrado em nossas propostas, a fazer a sua parte se houver equil?rio e proporcionalidade também dos principais parceiros”.

Segundo o presidente, “um passo efetivo da União Europeia, que signifique real abertura de mercados, estimular outros parceiros, especialmente os EUA, a fazer movimentos adicionais, que consideramos indispensáveis, no que toca a subsídios internos”.

“O ?ito da Conferência Ministerial de Hong Kong, e da prátria Rodada Doha, depende do esforço que nossos parceiros comunitários possam fazer nesse setor de comércio vital para os paises em desenvolvimento”, conclui a carta.

Divergências

O pedido do presidente Lula foi feito no momento em que só grandes as divergências entre os representantes comerciais europeus, e ainda não há um consenso sobre o que pode ser proposto pelos europeus na reunião da OMC (Organização Mundial do Comércio), a ser realizada em dezembro, em Hong Kong.

A União Europeia (UE) apresentou hoje uma proposta de reduzir as tarifas m?ias do setor agrícola em 46% e informou ainda que reduziria suas tarifas mais altas em 60%, al? de eliminar todos os subsídios, exportação de produtos agrícolas se houver ações similares de seus parceiros comerciais.

O Japão, por exemplo, já rejeitou a proposta americana, que condiciona seu corte de subsídios à agricultura se o país fizer um corte de 83% em seus subsídios. “O Japão não pode aceitar a proposta americana de subsídios como base para negociar porque a redução que Washington quer fazer à insuficiente”, disse hoje o ministro da Agricultura do Japão, Mineichi Iwanaga.

A França também demonstra pouca disposição em colaborar. A proposta apresentada hoje pelo Comércio da Comissão Europeia, Peter Mandelson, foi criticada por membros do governo frança, que ainda disseram ter dívidas sobre a autoridade de Mandelson para apresentar propostas de corte de subsídios.

O presidente frança disse ontem que a França pode vir a exercer seu poder de veto sobre a proposta.

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