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Dunga é o novo técnico da seleção brasileira;

A ‘emoção superou a razão’ e o capitão da campanha do tetracampeonato mundial de 1994, Dunga, foi o escolhido para iniciar uma nova era no cargo de técnico da seleção brasileira. O ex-jogador chegou ao posto máximo da carreira do futebol nacional sem experiência como treinador e ciente de que terá de aceitar as ordens do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, que a partir de agora exercerá um papel semelhante a de um interventor na equipe.

Dunga assumiu a seleção com a obrigação de fazer uma reformulação na equipe, além de trabalhar em conjunto com as equipes de base. Contará com a participação ativa do presidente da CBF, que o auxiliará no dia-a-dia e na formação da nova comissão técnica. Inclusive, um dos novos nomes cotados para integrar o grupo é o do ex-lateral Branco, que já trabalha com o dirigente, como supervisor das seleções de base.

No site da CBF, para justificar a escolha do ex-jogador, o presidente da entidade alegou ter optado por um “treinador vibrante” e, neste caso, a experiência foi deixada em segundo plano – após Luiz Felipe Scolari recusar o convite, decidindo permanecer em Portugal. “A escolha do Dunga vai atingir em cheio o anseio dos torcedores brasileiros que querem na seleção um treinador vibrante”, afirmou Ricardo Teixeira.

Mas, até por querer participar do comando da seleção, foi que o presidente da CBF optou pela aventura de entregar a seleção a um novato, em detrimento de técnicos experientes como Paulo Autuori, do Kashima Antlers (Japão), e Vanderlei Luxemburgo, do Santos. Ambos são conhecidos por refutarem qualquer tipo de interferência de dirigentes em seu trabalho.

Na opinião de Teixeira, escolher Autuori – que antes da campanha da Copa da Alemanha assumiria o cargo, com Carlos Alberto Parreira em uma função executiva – seria dar continuidade ao trabalho que não obteve o êxito esperado no Mundial. Já Luxemburgo desde o início nunca contou com a simpatia do dirigente, por causa dos constantes problemas extra-campo.

O novo técnico da seleção também não demonstrou medo em relação ao novo desafio. Em suas primeiras palavras como comandante do Brasil, Dunga já exigiu dos futuros convocados a mesma conduta exibida por ele na época em que atuava: aguerrido. Com relação à falta de experiência, disse que vai servir de motivação.

“Quero trazer para a seleção brasileira a mesma vontade que tive como jogador. Vibração, motivação e vontade de vencer são imprescindíveis para vestir a camisa da seleção brasileira”, afirmou Dunga. “Milhões de pessoas gostariam de estar na seleção A minha vontade é enorme de contribuir com a experiência, com tudo o que vivi na seleção. Quero transmitir a todos os jogadores o quanto é importante estar, defender e atuar pelo Brasil.”

O encontro de Dunga com Ricardo Teixeira foi realizado na tarde desta segunda-feira, fora da sede da CBF, no Rio, e a negociação durou aproximadamente duas horas. O primeiro desafio do novo técnico será o de convocar a seleção para o amistoso do dia 16, contra a Noruega, em Oslo.

“Na vida a gente tem que ter coragem. Todo mundo que venceu foi porque demonstrou coragem para tomar decisões e enfrentar as situações que apareceram. Por isto é preciso estar preparado a não deixar as chances escaparem quando aparecem. E Foi o que fiz”, disse Dunga.

A tendência é a de que a lista para a partida contra os noruegueses seja conhecida na próxima terça-feira, último dia permitido pela Fifa para a convocação de jogadores que atuam por clubes estrangeiros. E nesta primeira lista, a ordem do presidente da CBF foi a de que Dunga inicie “sua era” já promovendo uma “faxina” no grupo.

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Gazeta Admininstrator
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