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Detido em Guantánamo confessa ter planejado atentados de 11 de setembro

O paquistanês Khalid Sheikh Mohammed, um dos líderes da organização Al Qaeda, confessou ter organizado os atentados de 11 de setembro de 2001 que causaram a morte de cerca de 3 mil pessoas nos Estados Unidos.

Segundo a transcrição de uma audiência com Mohammed na base militar americana de Guantánamo, em Cuba, ele admitiu sua responsabilidade pelos ataques ao World Trade Center, em Nova York, e mais 20 atentados.

“Eu fui responsável pela Operação 11 de Setembro, do início ao fim”, afirmou Mohammed através de um representante, um militar americano, segundo a transcrição da audiência divulgada na quarta-feira pelo Departamento de Defesa dos EUA.

“Fui o diretor de operações para o xeque Osama Bin Laden (líder da rede terrorista Al Qaeda) no que se refere à organização, planejamento, acompanhamento e execução da operação”, admitiu.

A audiência teve como objetivo estabelecer se Mohammed pode ser considerado “combatente inimigo”, uma definição do Governo dos EUA para terroristas estrangeiros.

As audiências, sem a presença de jornalistas, começaram na sexta-feira passada em Guantánamo. Os EUA tentam estabelecer se os acusados podem ser submetidos a tribunais militares.

A base naval de Guantánamo abriga cerca de 400 supostos “combatentes inimigos”, muitos deles capturados no Afeganistão e Iraque desde que o presidente George W. Bush lançou a guerra global contra o terrorismo, após os atentados de 2001.

Na Operação 11 de Setembro, 19 terroristas seqüestraram quatro aviões de linhas aéreas comerciais. Dois deles se chocaram contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York; o terceiro bateu no Pentágono, em Washington; e o quarto caiu num local deserto no estado da Pensilvânia. Nos ataques morreram cerca de 3 mil pessoas.

Mohammed afirmou que, na sua opinião, as mortes se justificavam como parte da guerra contra os EUA, segundo a transcrição. “Mas não estou feliz por terem morrido 3 mil pessoas. Até lamento o fato”, disse, porém, segundo a transcrição.

O paquistanês também disse ser responsável pelo planejamento, financiamento e treinamento dos autores de atentados com explosivos em outros lugares. A lista inclui um ataque em 1993 contra o World Trade Center; a tentativa do terrorista Richard Reid de detonar explosivos ocultos em seus sapatos, num avião comercial; e os atentados de 2002 no balneário indonésio de Bali, nos quais morreram mais de 200 pessoas.

No total, ele assumiu a responsabilidade pelo planejamento de 29 atentados, entre eles muitos que não foram executados.

A transcrição de 26 páginas tem parágrafos cobertos com tinta preta por motivos de segurança, segundo o Pentágono.

Mohammed faz parte de um grupo de 14 prisioneiros de Guantánamo considerados como supostos terroristas “de alto valor” pelas autoridades dos EUA. No ano passado, eles foram transferidos de prisões da Agência Central de Inteligência em outros países.

O suposto autor intelectual dos atentados foi detido no Paquistão em março de 2003 e entregue aos EUA pelas autoridades do país.

O Pentágono também divulgou a transcrição de outra audiência, com os líbios Abu Faraj al-Libbi e Ramzi Binalshibh, outros dois membros desse grupo de “alto nível”.

Segundo as autoridades americanas, Binalshibh é suspeito de ter planejado com Mohammed os ataques de 11 de setembro de 2001, além do plano frustrado de explodir um avião no aeroporto de Heathrow, em Londres.

Libbi, por sua vez, seria o cérebro de duas tentativas de assassinar o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, em 2003, como represália ao seu apoio aos EUA na guerra contra o terrorismo.

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