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Descoberto diagrama que mostra 'bomba atômica nazista'

Historiadores dizem ter encontrado na Alemanha um diagrama feito há 60 anos mostrando um projeto de bomba nuclear dos nazistas.
Esse é o único desenho conhecido de um artefato nuclear feito por especialistas nazistas e está em um relatório mantido em um arquivo particular.

Segundo os pesquisadores, o desenho é um rascunho e não indica que os nazistas construíram ou estavam perto de construir uma bomba atômica.

Mas detalhes no desenho parecem mostrar que os cientistas nazistas estavam mais próximos desse objetivo do que se pensava.

O diagrama foi publicado em artigo publicado na revista Physics World pelos historiadores Rainer Karlsch e Mark Walker, professor de história do Union College em Schenectady, nos Estados Unidos.

Teste

Karlsch provocou controvérsia no início deste ano quando disse ter descoberto evidências de que os nazistas testaram com sucesso um artefato nuclear primitivo nos últimos dias da 2ª Guerra Mundial. Alguns historiadores descartaram a alegação.

Esse novo documento foi descoberto depois da publicação do livro de Karlsch, Hitlers Bombe (“A Bomba de Hitler”, em tradução livre, ainda não publicado no Brasil), no qual ele diz que os nazistas fizeram o teste nuclear.

“Os nazistas estavam muito longe de uma bomba atômica ‘clássica’, mas eles esperavam combinar uma ‘mini ogiva nuclear’ com um míssil”, disse Karlsch à BBC.

“Os militares acreditavam que precisavam de cerca de 6 meses mais para pôr a nova arma em ação. Mas os cientistas sabiam como seria difícil obter o urânio enriquecido que era necessário.”

O chefe do programa de energia nuclear da Alemanha nazista era o físico Werner Heisenberg.

Embora fosse altamente capaz em outras áreas da física, Heiselberg não conseguiu entender um aspecto chave das reações em cadeia da fissão nuclear.

Incerteza

Alguns pesquisadores dizem que isso levou-o a errar nas estimativas sobre a quantidade de urânio necessário para construir uma bomba nuclear.

No entanto, o relatório contém a estimativa de pouco mais de 5 quilos para a massa ativa de uma bomba de plutônio.

Esse valor é comparativamente próximo do volume verdadeiro e pode sugerir que alguns cientistas nazistas tinham melhor entendimento sobre a fissão nuclear do que Heiselberg.

O professor Paul Lawrence Rose, autor de um livro de 1998 sobre o programa de urânio na Alemanha, disse não ter razão para acreditar que o relatório não seja verdadeiro, mas que duvida do significado do detalhe da massa ativa.

“Embora seja maravilhoso encontrar a expressão 5 quilos escrita no documento, temos que ser céticos sobre a lógica para isso. Mesmo que seja verdade e que (alguns cientistas) tenham entendido isso, o grupo de Heisenberg não teria aceitado”, disse Rose à BBC.

Ele especulou sobre a possibilidade de que o autor tenha chegado a esse valor lendo o Smyth Report sobre o desenvolvimento da bomba atômica nos Estados Unidos, publicado em julho de 1945. No entanto, Karlsch e Walker rejeitam essa alegação.

Alegação explosiva

No livro Hitlers Bombe, Karlsche sugere que uma equipe de cientistas coordenados pelo físico Kurt Diebner, que estavam competindo com o grupo de Heisenberg, testaram um artefato nuclear primitivo em Thuringia, no leste da Alemanha, em março de 1945.

Rose diz que isso é improvável. Transcrições de conversas gravadas pelo MI6 quando os cientistas ficaram presos na Inglaterra depois da guerra mostram que Diebner não tinha conhecimento para ter feito isso”, segundo ele.

“Karlsch revelou alguns detalhes muito importantes em seu livro, mas não posso concordar com a imagem que ele constrói com esses detalhes, a de um teste nuclear nazista”, disse Dieter Hoffmann, professor do Instituto Max Planck para História da Ciência, em Berlim.

Em seu artigo na revista Physics World, Karlsch e Walker destacam evidências de inovações feitas pela equipe de Diebner, incluindo o desenho de um reator nuclear superior ao produzido pela equipe de Heisenberg.

“(Diebner) obteve a pesquisa de todos os outros grupos e controlava o fluxo de informações. Só poucos cientistas em torno de Diebner sabiam desse projeto da bomba. Heisenberg não tinha conhecimento dele”, explicou Karlsch.

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Gazeta Admininstrator
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