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Daniele precisa perder peso já

Passada a euforia pela conquista das medalhas de ouro e prata de Laís Souza na Alemanha, as atenções estão voltadas para a segunda etapa da Copa do Mundo, de 8 a 10 de abril, em São Paulo. As expectativas são divergentes. A presidente da Confederação Brasileira de Ginástica, Vicélia Florenzano, é puro otimismo. Mas o técnico Oleg Ostapenko teme por Daniele Hypólito.

“Acho que só a Daiane (dos Santos) e a Laís devem conquistar medalhas em São Paulo. A Daniele tem problemas com o peso. Só se treinar muito vai ganhar alguma coisa”, diz o ucraniano, que treina a equipe feminina. “Ela estava com o peso normal até a Olimpíada de Atenas. Depois só foi piorando, piorando, piorando…”

Questionada pela reportagem da Agência Estado, Daniele ficou constrangida, até demorou para responder. “Sobre isso eu não gostaria de comentar. Vou chegar em São Paulo e mostrar o meu trabalho para vocês. Me desculpe, é muito chato, mas não estou falando sobre isso com ninguém”, declarou a ginasta, que não quis informar seu peso. “Isso eu também não conto.”

No dia anterior, a reportagem foi atendida pela mãe de Daniele, dona Geni. Sem sequer ser questionada a respeito, ela deu a entender que algo estava errado. “A Dani não está. Olha, eu não posso contar o motivo, mas digo que ela está se cuidando.”

Sem citar nenhum caso em especial, Laís Souza admite que problemas com peso são um grande tormento na carreira de uma ginasta: “Se você está com peso normal, o técnico vai estar com humor normal porque vai ver que está tudo certinho. Mas isso interfere no humor dele. Se você chega acima do peso e ele quer fazer um treino bom, não dá. Você não consegue se manter no ritmo.”

Vicélia, da CBG, tem opinião totalmente contrária à de Oleg. “Ninguém vai se surpreender se o pódio do solo for totalmente brasileiro. Além da Laís, a ‘Dani’ e a ‘Dai’ estão voltando. O Diego (Hypólito) também deve ganhar no solo.”

Oleg não ficou surpreso com o desempenho de Laís na Alemanha. E acredita que a ginasta de 16 anos pode conquistar uma medalha também no Mundial da Austrália, em novembro. “Ela não foi bem nem mal. Foi normal para a preparação que tivemos até aqui, de dois meses. Se ela treinar bem, pode conseguir uma medalha, mas só se treinar bem. No salto, ela precisa ter uma nota de partida entre 9,600 e 9,800 para tentar o pódio.”

Para Oleg, a nova geração da ginástica brasileira é melhor que a do último ciclo olímpico, mas o grande problema ainda é a falta de preparo dos treinadores. “No Brasil, há pouquíssimos técnicos que realmente sabem de ginástica. As meninas são capazes, mas os treinadores não são bons. Também são poucos os clubes que têm aparelhos e salários adequados. Mas pelo menos na Seleção parece que está tudo bem”, conclui.

Laís aproveitou para agradecer. “Quem me ensina é o Oleg, ele vai passando as instruções e vou aprendendo. Acho que o espelho maior para mim é ele.”

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Gazeta Admininstrator
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