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Criada empresa para tratamento personalizado do câncer

Pesquisadores da Universidade George Mason, nos EUA, anunciaram na terça-feira(27) a criação de uma empresa para preparar tratamentos sob medida para vítimas de câncer, graças a uma nova tecnologia que monitora a atividade das proteínas nas células tumorais.

Os pesquisadores Lance Liotta e Emanuel Petricoin formaram a Theranostics Health LCC para disponibilizar a tecnologia derivada da proteômica, o estudo da atividade das proteínas nas células.

Joseph Reilly, presidente e executivo-chefe da empresa, disse que, ao invés de se basear no atual método ‘tamanho único’ na escolha dos agentes quimioterápicos para cada paciente, as informações sobre as atividades das proteínas nas células doentes permitirão aos médicos escolherem a droga mais adequada a cada tumor.

Essa tecnologia vai analisar o circuito celular no tecido canceroso e identificará caminhos que guiam o crescimento do câncer em um determinado paciente, disse Petricoin a jornalistas.

‘Os médicos então receberão uma nova classe de informações sobre o câncer individual daquele paciente. Isso permitirá que o médico faça sob medida a terapia com base no tumor individual do paciente’, disse Petricoin em entrevista coletiva em Washington.

A tecnologia foi desenvolvida por cientistas da Universidade George Mason, que fica em Fairfax, Virginia, Costa Leste dos EUA.

A universidade detém os direitos sobre a tecnologia, que vai licenciar para a nova empresa, segundo um porta-voz do campus.

Petricoin disse que a idéia é fornecer tratamentos eficazes contra o câncer sem submeter o paciente à toxidade desnecessária de drogas quimioterápicas que sejam inadequadas a um caso específico.

A empresa, com sede em Gathersburg (Maryland), vai se dedicar inicialmente a negociar acordos com laboratórios farmacêuticos para identificar drogas-alvo e avaliá-las em testes.

Em 2008, a Theranostics pretende começar a trabalhar com médicos e hospitais para aplicar sua tecnologia aos pacientes, inicialmente de câncer, e depois de outras doenças, como diabete, obesidade e problemas cardiovasculares.

A empresa não tem capital aberto e está sendo lançada com um aporte inicial de 5 milhões de dólares, feito por investidores individuais não identificados, segundo funcionários.

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