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Concentração no crime e não nas faxineras

Na sua primeira visita oficial ao Me-xico, o Secretário de Segurança Interna americano, Michael Chertoff, disse que acha viável a aprovação antes de 2009 de uma reforma migratória que beneficiaria mais de 12 milhões de imigrantes indocumentados nos Estados Unidos.

Segundo ele, a reforma migratória permitiria aos Estados Unidos concentrarem-se na captura de criminosos na fronteira, ao invés de em futuras “housekeepers e landscapers”.

“Toda vez que os agentes da Patru-lha da Fronteira transportam uma futura ‘housekeeper’ ou ‘landscaper’ até algum lugar para que eles sejam mandados de volta, eles estão deixando de procurar tra-ficantes de drogas”, declarou. “Então para mim, a reforma da imigração é também um fortalecimento (da segurança) porque vai nos permitir focar mais as pessoas que não queremos neste país sob nenhuma circustância”, completou.

Mas o Secretário destacou que os americanos não vão apoiar uma reforma até que a segurança na fronteira seja fortalecida e que eles se convençam de que estão seguros.

Em 2006, Bush ordenou o envio de mais de seis mil soldados da Guarda Nacional para várias partes da fronteira, de 3.100 quilômetros. Desde então, o governo americano tem notado uma diminuição no número de pessoas detidas na fronteira.

O presidente americano também autorizou a construção de mais muros na fronteira, para impedir a passagem dos imigrantes indocumentados. A medida causou mal-estar no México e em outros países latino-americanos, que a consideraram “pouco amistosa”.

Chertoff quer mais flexibilidade para construír muros onde achar necessário. “Nós eatamos pedindo ao Congresso para nos dar mais flexibilidade para construir a infra-estrutura que faz sentido em cada lugar, ao invés de colocarmos um muro de 700 milhas da Califórnia ao Arizona”, disse. O Secretário acrescentou ainda que a proposta da Casa Branca não prevê “anistia” para os imigrantes indocumentados, mas sim encontrar um mecanismo “prático e que respeite a lei” para regularizar sua estadia nos Estados Unidos.

O presidente George W. Bush tem incentivado a aprovação de uma reforma que inclua um programa de trabalhador convidado. No entanto, sua proposta não é vista como bons olhos pelos legisladores conservadores do seu partido. A esperança dos imigrantes está depositada nos parlamentares democratas, que, agora liderando o Concgresso, apóiam a aprovação de um projeto de legalização.

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Gazeta Admininstrator
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