DESDE 1994 SERVINDO À COMUNIDADE BRASILEIRA NOS ESTADOS UNIDOS.

Breaking news

Como lidar com a criança difícil

Share

Consideramos uma criança difícil quando não responde aos nossos pedidos ou conversas. Ela reage de forma agressiva, opondo-se ao que queremos, perturbando o ambiente, falando alto demais ou mostrando excessiva agitação. Diante desta criança, o adulto, pai e professora geralmente não sabem o que fazer. Há uma dificuldade de até mesmo “acessar” a criança, ser por ela ouvidos. Castigos podem ser completamento inúteis e só aumentar, na verdade, o comportamento negativo.

Uma criança difícil é uma pessoa presa em sua própria teia emocional interna que a sufoca em dor, frustração e medos que ela não sabe expressar. Faltam-lhe palavras, mas antes mesmo dessas, faltam-me meios para compreender o que está acontecendo com ela.

Algo a está impedindo de viver sua vida plena, de crescer, explorar o mundo, conhecer a si própria, seus talentos, tendências, preferências e aos outros a sua volta. Algo está bloqueando seu desenvolvimento e ela está desesperada. Sente-se amarrada.

Pré-condições para lidar com uma criança difícil:

1. Como diante de qualquer tarefa empenhativa, o primeiro passo é aceitar que, com este filho, este aluno, será necessário ter mais paciência e se esforçar para decodificar sua personalidade.

2. Não cair na própria armadilha dos sentimentos de culpa. Não olhar para a situação em termos de culpa: de quem é a culpa? Minha ou da criança? Ou dois dois? Deixemos a culpa de lado, pois esta não ajuda a resolver problema nenhum.

3. Tenhamos coragem, porém, para questionar-nos a fim de encontrar a melhor postura e atitude para lidar com a criança, porque se ela não nos escuta, evidentemente o que temos feito e falado não funciona.

4. A criança difícil em nossa vida nos coloca um desafio: se ela está lá é porque tem a ver conosco, com nossa história e necessidade de crescimento. Abracemos o desafio, estejamos dispostos a mudar algo em nós. Vamos?

Passos para lidar com uma criança difícil:

1. Desista por um momento de qualquer exigência. É preciso começar de novo. Pause as cobranças por um instante.

2. Observe a criança: quando está mais irritada? Quando está mais tranquila? Observe como ela fica, quais reações principais tem nesses momentos.

3. Preste atenção no que aconteceu antes desses momentos (positivos e negativos). Busque o gatilho que os desparou. Pode ser uma situação no ambiente, mesmo indireta. Por ambiente se entende tanto o físico como o humano. Portanto, é preciso atentar também para como estão as pessoas em volta da criança, em particular você. Se você for a mãe ou o pai, sua influência é poderosíssima. Mesmo o que não falar ou agir pode se refletir na criança.

4. Se nada disso for o caso, quais são os meios que a criança precisa para ser acalmada? Tente perguntar a ela do que ela precisa. Qualquer que seja a resposta. O que ela quer naquele momento? O objetivo aqui é dublo: por um lado, oferecer uma válvula de escape, por outro, dar à criança a oportunidade de expressar (e se conscientizar de) sua necessidade.

5. Outra pergunta importante é: O que eu posso fazer por você? O que você quer que eu faça? Mais uma oportunidade para a criança se expressar e estabelecer uma relação. A partir de sua resposta é possível começar um diálogo. Não necessariamente o adulto tem que fazer o que a criança quer, mas pelo menos temos aqui um ponto de partida.

Enquanto todos esses passos são dados, o adulto deve constantemente prestar atenção no que sente e em como se sente. Fingir estar bem, não funciona. Fazer o que não se quer, também. As crianças sentem nossa verdade interior e respondem a ela.

Baixe nosso app:

Comments

comments

Share

Tags: ,,

Adriana Tanese Nogueira
Adriana Tanese Nogueira
Life Coach com training psicanalítico, filósofa, terapeuta transpessoal, terapeuta Florais de Bach, autora, educadora perinatal, fundadora da ONG Amigas do Parto, do Instituto de ensino à distância Ser e Saber Consciente e do ConsciousnessBoca em Boca Raton, FL-EUA. Contato: +1-561-3055321 - www.adrianatanesenogueira.org.
377