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Comentando sobre a inclusão em escolas públicas

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Por Fernanda Sevarolli Creston Faria*

Hoje é comum falar sobre a inclusão nas escolas e sobre o impacto desta prática para professores e colaboradores.

Como já leciono há dez anos e percebo que a inclusão foi e ainda é uma incógnita para o trabalho docente que, contudo, tem tido algum destaque pelos profissionais que a executam.

Neste ano de 2016, mais precisamente a partir de setembro, estive lecionando em um projeto contido no Programa Mais Educação, Projeto de Educação em Tempo Integral (PROETI). É um projeto com um plano de trabalho incrível, mas que precisa de ajustes estruturais, coordenação de ações, supervisão mais direcionada, etc., ou seja, como qualquer projeto, precisa de ajustes e apresenta falhas comuns a todo trabalho.

A partir deste trabalho, foi possível, mais uma vez, me aproximar da realidade da escola pública e me questionar sobre muitas práticas que não coadunam com meu pensamento, mas que só o tempo e empenho de muitos farão mudar,

Em cada escola que passei durante minha experiência enquanto educadora pude constatar que a inclusão caminhava a passos curtos e que a resistência era grande. Esta resistência, mesmo que velada, residia nos pais, alunos, profissionais e gestores, não os envolvidos diretamente com o incluso, ao contrário, os demais e isso denotava que a inclusão vinha ao encontro de todos e que estes não estavam preparados para recebê-la e lidar com ela.

Na escola que mencionei anteriormente, o trabalho com o PROETI caminhou com carinho, mas com falta de estrutura. Mas já o de inclusão me deu uma grande lição.

Ao finalizar os trabalhos de 2016, fizemos um saldo do trabalho realizado, dos resultados e do que poderia ser feito em 2017 para um melhor andamento da escola com um todo. Neste dia, fiquei bem próxima da professora de apoio que acompanhou um aluno especial na escola e comecei a questionar seu trabalho, como era recebido, como foi realizado…

Ela olhou para mim e disse que o trabalho foi ótimo com progressos reais. Questionei como era a aceitação da escola e aí minha surpresa foi deveras maior.

A professora me disse que realiza um trabalho de conscientização com a turma e, sendo possível, com as outras turmas da escola também, demonstrando a necessidade de sua presença, o porquê daquele aluno precisar de sua ajuda e acompanhamento, como isso se dá e que, durante o ano, ela acaba sendo um auxílio para os demais alunos, que também passam a ajudar na inclusão do colega e no trabalho da professora de apoio.

Ou seja, é possível perceber que o trabalho de inclusão segue um parâmetro claro e simples para que seu sucesso se realize: o comprometimento do profissional responsável por qualquer aluno e sua intervenção de modo a conscientizar a escola de que não é a diferença que se faz forte em uma escola ou sala de aula, mas sim a consciência de que a união e o respeito atuam de forma muito mais significativa no desafio da inclusão.

*(Graduada formada em Letras (UFJF), especialista em Práticas de Letramento e Alfabetização (UFSJ), especialista em Planejamento, Implementação e Gestão da EAD (UFF) e mestre em Gestão e Avaliação da Educação Pública (CAED/UFJF). Tutora EAD Pedagogia/UAB/UFJF); Coordenadora do Curso de Idiomas Veg – Juiz de Fora/MG; Professor de Projeto de Educação Integral do Sistema estadual de ensino de Minas Gerais.

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