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CBF recua e desconvoca Ronaldo

Ronaldo não queria disputar só a Copa das Confederações. Pois agora, não jogará também contra Paraguai e Argentina, pelas Eliminatórias do Mundial de 2006. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, decidiu nesta segunda-feira afastar o craque, que nem se apresenta nesta terça ao técnico Carlos Alberto Parreira, na concentração em Teresópolis. O astro ficou desapontado com a medida, mas tratou de isentar o treinador de participação no episódio.

“Ele me deixou claro que não se trata de retaliação”, disse Ronaldo, ao referir-se a Parreira. “Falamos por telefone e, depois, ainda esteve na minha casa.” Com oito gols, o ídolo do Real Madrid é artilheiro da seleção nas eliminatórias e desde 2003 havia participado de todos os jogos do time no torneio, sem ter sido substituído uma única vez.

Parreira não quis dar declarações nesta segunda, mas tão logo o anúncio da desconvocação de Ronaldo para os jogos contra Paraguai e Argentina foi oficializado, procurou o atleta em sua cobertura, na Barra da Tijuca, onde durante 40 minutos procurou amenizar os reflexos do episódio.

Ronaldo não admitiu abertamente mas a amigos confidenciou que o técnico do Brasil se mostrou desconfortado com o definição do caso. “A decisão veio da CBF de me cortar desses dois jogos. Mas não entendo isso como castigo. Vou curtir minhas férias, me preparar bem na pré-temporada e lutar para ser chamado novamente.”

A situação de Ronaldo começou a ser resolvida no início da tarde, durante uma reunião entre a comissão técnica, da qual fizeram parte Parreira, o supervisor Américo Faria, além do auxiliar técnico Jairo Leal. Ricardo Teixeira era monitorado a todo instante sobre os rumos do encontro.

O impasse era o de que argumento usado para liberar Ronaldo apenas da Copa das Confederações, sem causar prejuízos à CBF, poderia provocar um “efeito cascata”, com vários jogadores pedindo também dispensa, como o atacante Adriano, da Internazionale de Milão, que disputa da final da Copa da Itália, contra a Roma, dia 12, no Estádio Olímpico, e dia 15, no San Siro, em Milão, na Itália.

Por conseqüência, o Bétis também pediria a desconvocação do atacante Ricardo Oliveira, para a decisão da Copa do Rei, dia 11, contra o Osasuña.

Em nota divulgada no site da CBF, a decisão do corte de Ronaldo é anunciada com grave omissão. O documento enfatiza que Parreira liberou Ronaldo da Copa das Confederações e dos confrontos das eliminatórias, atendendo a um pedido do atleta. “Deixei bem claro que vim ao Brasil para jogar com Paraguai e Argentina. Queria descansar depois, estou vindo de um período muito atribulado (Ronaldo casou-se, perdeu um filho e se separou em apenas três meses).”

O atacante do Real Madrid mandou um recado para o supervisor Américo Faria, no final da entrevista, concedida no Hospital Samaritano, onde foi visitar o coordenador-técnico Zagallo. “Não é o Américo que escala, que convoca”, disse, referindo-se à afirmação do auxiliar de Parreira, de que quem não quisesse participar da Copa das Confederações poderia estar mais distante do Mundial de 2006. “Eu não sabia que ele tinha falado algo tão grave. Dizer isso é uma responsabilidade grande dele.”

Para o lugar de Ronaldo, o técnico chamou Grafite, do São Paulo. O atacante paulista vai substituí-lo apenas nos jogos com Paraguai e Argentina. Para a Copa das Confederações, quem entrará na vez de Ronaldo é Júlio Baptista, do Sevilla.

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Gazeta Admininstrator
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