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Carta de separação dos Beatles é leiloada por 112 mil dólares

A casa de leilões Christie’s vendeu em Londres hoje, quinta-feira, a carta oficial de separação dos Beatles por 86.500 euros (112.000 dólares).

Dezenas de colecionadores tiveram a oportunidade de dar lances pelos mais de 300 objetos que pertenceram a músicos de diferentes gerações, como Jimi Hendrix e Robbie Williams, em um extenso leilão que aconteceu em uma das sedes da Christie’s em Londres.

Um processo contra os Rolling Stones por mau comportamento, o violão que Brian Wilson usar para gravar “Smile” em 2004 e uma camiseta que o bateirista do The Who vestia quando foi fotografado em 1971 foram alguns dos objetos que especialistas e fãs disputaram por mais de três horas.

Mais uma vez, uma peça do quarteto de Liverpool foi a estrela do leilão “Pop Memorabilia”, que convocou os amantes do pop e do rock para um dos salões da Christie´s localizado no bairro South Kensington, em Londres.

A carta de separação oficial dos Beatles, que desde terça-feira passada ficou exposta na Christie’s junto com uma foto que mostra o momento de sua emissão, foi assinada em 18 de abril de 1969 pelo cantor John Lennon, o guitarrista George Harrison e o baterista Ringo Starr.

O documento era dirigido ao advogado do grupo, Lee Eastman, pai de Linda, a primeira mulher do ex-Beatle Paul McCartney – que faleceu em 1998 -, e através dela o advogado era notificado de que deixava de ser o representante legal da banda, que acabou de vez cinco anos mais tarde, em 9 de janeiro de 1975.

A carta é testemunho da difícil situação que o grupo britânico viveu antes de sua separação definitiva, pois após a assinatura os Beatles tomaram rumos diferentes e buscaram outros representantes para tratar seus assuntos individuais.

Os assinantes do documento, Lennon, Harrison e Starr, contrataram o representante do Rolling Stones para guiar suas carreiras, enquanto McCartney continuou trabalhando com o escritório formado pelo pai de sua mulher e seu cunhado, John Eastman.

Essa época antes do fim do grupo foi descrita por Ringo uma vez como um “divórcio” que “não surge de repente, mas por trás dele há meses e anos de sofrimento até que no final você diz: Está bem, vamos terminar com isto”.

A carta escrita à máquina e assinada pelos três ex-Beatles não foi, no entanto, o único objeto do grupo britânico leiloado, pois o leilão também tinha outras coisas da banda.

Entre outros, uma camisa cinza de Lennon gravada com a palavra em maiúsculas “Imagine”, além de uma cópia do lendário disco “Let it be” assinada pelo cantor.

Nos anos 60, os Beatles acabavam e nascia o The Who, outra banda britânica que passou para história da música e foi referência indiscutível de grandes músicos que vieram depois.

Um lote desta banda de rock, com objetos como o violão que Pete Townshend tocou nos anos 70, foi um dos recebidos com mais entusiasmo pelos colecionadores, e acabou vendido por mais de 43.000 euros (55.700 dólares).

Da década de 70 também veio a camisa colorida com a qual o baterista do The Who, Keith Moon, foi fotografado em uma sessão para a capa do disco “Meaty Beaty Big & Bouncy”.

Esse objeto de Moon – que morreu em 1978 – foi vendido hoje por mais de 10.000 euros (cerca de 13.000 dólares).

Segundo uma porta-voz da Christie’s, os objetos desta banda, que para muitos é o auge do movimento “mod” -com músicas como “My Generation”- estão cada vez mais valorizados entre os colecionadores de todo o mundo.

No leilão também foi vendido o violão com o qual Brian Wilson, dos Beach Boys, gravou um de seus trabalhos mais importantes, “Smile”.

O instrumento foi comprado por mais de 5.700 euros (7.400 dólares) e o lucro será destinado a uma organização beneficente que tem como colaboradora a atual esposa do ex-Beatle Paul McCartney, Heather.

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Gazeta Admininstrator
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