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Falsa ameaça anônima de deportação assusta família brasileira em Boca Raton

Suposta ordem de deportação era falsa e família não desconfia de onde tenha partido a ameaça velada

Uma família brasileira, residente de Boca Raton, foi surpreendida na tarde de terça-feira, 26, com um presente de Natal indesejado: uma suposta ordem de deportação deixada em sua porta. O fato aconteceu no condomínio Bela Vista, e deixou a família em pânico.

L. relata que ele e a esposa saíram para trabalhar, e seus filhos de 12 e 15 anos ficaram em casa, já que estão de férias escolar. No meio da tarde ele teria recebido uma ligação dos filhos, desesperados, contando que alguém tinha deixado uma “ordem deportação” na porta.

“Eles choravam, angustiados, dizendo que a carta mandava a gente ir embora do país; eu pedi para eles se acalmarem e me enviarem fotos; na mesma hora encaminhei as fotos para uma amiga americana, de confiança, para me ajudar na tradução. Ela me ligou e falou que achou muito estranha a carta”, conta L.

Em um envelope de plástico, três folhas com o logo da imigração bem no topo traziam em destaque um texto sob o título “US Homeland Security 1-800-Be-Alert”, onde afirmava que a “casa/dono da casa estava sob investigação”. O documento seguia incorrendo sobre os artigos penais a que estão sujeitos uma pessoa que entrou nos Estados Unidos sem visto, ou que use documentos fraudulentos. E terminava com uma ameaça velada: “Essa é uma notificação de cortesia. Deixe o país imediatamente”.

“Eu não me encaixo em nenhum dos casos, pensei. Entrei com visto e não uso documentos falsos. Eu só pedia para meus filhos se tranquilizarem”, conta o paulista, que vive nos Estados Unidos há 3 anos. Ele trabalha como pintor e a esposa com limpeza de casas.
Através de uma amiga, contatou uma advogada. Mesmo depois da confirmação de que não se tratava de um documento oficial, a família ainda continua assustada. “A gente fica com medo, mesmo sabendo que é um documento falso. Quando alguém bate na porta, já dá medo de abrir. Minha filha ficou mais traumatizada, e fala o tempo todo que não quer voltar para o Brasil”, conta.

O caso da família brasileira está sob cuidado da advoga Renata Castro, que falou sobre o ocorrido. “A imigração não se dá ao trabalho de deixar um aviso como esse. É importante delatar pessoas criminosas e racistas que cometem tais crimes, primeiro por uma questão de proteção da comunidade imigrante como um todo”, destacou a advogada.

Questionado se desconfia de quem poderia ter partido essa atitude preconceituosa, L. diz que não tem ideia. Ele destaca que não tem histórico de desafetos em seu condomínio. “Nossa vida é do trabalho para casa, e para igreja”, afirma.

Sob orientação da advogada, L. deve decidir qual ação legal irá tomar. A advogada Renata de Castro destaca que é importante as pessoas denunciarem esse tipo de atitude, já que é possível até se beneficiar do visto designado para vítimas de crime, dentro da categoria U.
“Procurar um advogado credenciado é imperativo em situação como essa, para evitar ‘achismos’ que tanto prejudicam a situação imigratória de patrícios que residem nos EUA”, destaca Castro.

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