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Aumento da violência une forças federais

A Advocacia da União decidiu juntar forças com outras agências federais, estaduais e locais para formar uma força-tarefa anti-gangues, batizada de Violent Crimes Task Force (Força-Tarefa Contra Crimes Violentos).

De acordo com dados oficiais, em comparação a 2005, o número de homicídios em 2006 foi 50% maior em Broward e 40% em Miami-Dade. Em Palm Beach a elevação foi de 26%.

Tiroteios, disparos feitos de carros e assaltos violentos por gangues são apontados como os fatores chave para o crescimento da violência, que vem ocorrendo em diversas cidades ao longo do país. “As gangues não se atêm às fronteiras dos condados”, diz o advogado da União, Alex Acosta.

A formação da força-tarefa, que inclui agências dos três condados do Sul da Flórida, foi anunciada na sexta-feira(13). A intenção é coordenar a investigação dos casos e trocar informações. Há 15 promotores federais do distrito Sul da Flórida designados para a força-tarefa; cinco são do escritório de Miami, cinco de Fort Lauderdale, quatro de West Palm Beach e um de Fort Pierce.

Entre as metas da força-tarefa está a determinação de quais casos podem ser levados às cortes federais. Algumas leis federais podem ser aplicadas à crimes praticados por gangues, permitindo assim a determinação de penas mais rígidas.

Se enquadrariam nestes casos crimes cometidos por pessoas com antecedentes, que utilizem arma de fogo para praticar novo crime, e posse de arma de fogo por imigrantes indocumentados que pertençam a gangues. Alguns roubos e assaltos a mão armada cometidos por gangues no condado de Broward poderiam também ser julgados em nível federal, afirma Acosta. Os promotores federais também poderão processar integrantes de gangues por crime organizado, tráfico de drogas, assaltos a bancos, extorsão, roubo de carro com uso de violência e outros crimes relacionados a atividades de gangues.

– Nossa meta é colocar os criminosos mais violentos fora de circulação por um longo tempo, e nós vamos utilizar todas os recursos legais que mais se adequem a este objetivo- disse o advogado federal.

Alerta em Borward
Em seu comunicado mensal, o escritório do delegado (sheriff) de Broward faz um alerta à população local para que comunique a polícia sobre qualquer indivíduo suspeito das imediações de suas residências, ou na rua. Em sua mensagem, Ken Jenne convoca a população a ajudá-lo a controlar nossas ruas. “Se sua área tem um grupo de vigilância na vizinhança, eu lhe peço que se una a eles. Se não existe um, inicie um, ou simplesmente destine um tempo a vigiar a vizinhança e quando vir algo suspeito, ligue para a polícia”, diz a nota.

De acordo com o comunicado, as ocorrências recentes mostram que os envolvidos em crimes são adolescentes com cerca de 20 anos, e que os crimes, em geral, não estão relacionados a disputas de vida ou morte, mas sim a desentendimentos sobre dinheiro, drogas, domínio de território e relacionamentos pessoais. Segundo a nota, discussões que anteriormente eram solucionadas em brigas, no máximo com o uso de facas, agora envolvem armas de fogo, e resultam muitas vezes em morte.

Acosta observa que a força-tarefa foi elaborada depois de uma seqüência de homicídios violentos no sul da Flórida. A advogada do estado para Miami-Dade, Katherine Fernandez Rundle e o delegado (sheriff) de Palm Beach, Ric Bradshaw estão entre as autoridades locais que primeiramente buscaram o apoio do Advogado Geral da União, informou Acosta.

Ele lembrou o sucesso de outras operações já realizadas anteriormente, a exemplo da Operation Lightning Bolt em Miami, em 2005, que resultou na prisão de cerca de 60 integrantes de gangues de rua ligados ao tráfico de drogas. A maioria foi processada em nível federal. Uma operação semelhante em Hallandale Beach também resultou recentemente, segundo ele, na redução dos níveis de criminalidade.

– Nossos esforços terão como alvo alguns dos mais violentos atores deste cenário, e tirá-los das ruas em massa – afirmou Acosta.

Gangues
Muitos dos homicídios relacionados a gangues envolvem o uso de armas, e constituem preocupação muito particular porque as armas mais pesadas são feitas para disparar de forma pulverizada, aumentando os danos que causam e as chances de atingir pessoas inocentes.

No ano passado, 12% dos homicídios ocorridos em Miami-Dade envolve-
ram este tipo de arma, de acordo com o escritório do advogado estadual para Miami-Dade. Em 2005, nenhum dos homicídios envolveu tal tipo de arma.

Rundle havia dito na semana anterior que uma das vantagens de levar um caso à corte federal é que o sistema federal oferece um programa forte de proteção a testemunhas e, algumas vezes, sentenças mais rígidas. Por outro lado, em nível estadual há casos como homicídios, nos quais as sentenças são mais severas.

Acosta alerta que gangues nacionais tais como MS-13, The Bloods e The Crips estão começando a ter presença no sul da Flórida. “Nós não precisamos Bloods or Crips se infiltrando no sul da Flórida. Esses são indivíduos realmente violentos. Eles tomam território, usam de violência para conseguir isso e cometem crimes violentos nestes territó-rios”, disse Acosta.

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Gazeta Admininstrator
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