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Astronautas irão consertar Discovery no espaço

A Nasa anunciou nesta segunda-feira que astronautas da tripulação do Discovery aplicarão uma técnica nunca antes usada para consertar o ônibus espacial.
Os astronautas vão retirar tiras de material que estão saindo entre os azulejos que fazem a proteção térmica da parte inferior da espaçonave.

A preocupação da agência espacial é que o material pendente – os chamados preenchedores de vãos – possa causar o superaquecimento do veículo na sua volta à Terra.

Duas dessas peças estão salientes, uma perto do “nariz” da espaçonave, de 2,8 centímetros, e outra de 2,2 cm. O tipo de reparo planejado nunca foi colocado em prática por astronautas numa caminhada espacial.

Neste caso, o braço robótico do Discovery vai conduzir o astronauta até o local onde está o problema.

A tarefa fará parte da terceira caminhada espacial da missão, que poderá ser postergada para dar tempo à tripulação para se preparar.

Risco de superaquecimento

O vice-diretor do programa de ônibus espaciais, Wayne Hale, disse que a Nasa não está certa do efeito que os preenchedores de vão salientes podem provocar quando o Discovery começar a esquentar durante a reentrada na atmosfera.

“Quando nós dissemos que excede os nossos limites, (quer dizer que) é um ponto ao qual não queremos chegar”, disse Hale. “Passou do nosso limiar e nós precisamos tomar uma atitude.”

Numa avaliação de custos e benefícios, os diretores da Nasa defendem que é preferível tirar as lascas – o que, por sua vez, tem os seus ricos — a deixar o veículo retornar da missão do jeito que está.

A “barriga” do ônibus espacial é exposta a altas temperaturas durante a sua reentrada na atmosfera da Terra. Protuberâncias nesta área do veículo pode prejudicar o fluxo de ar na reentrada e causar turbulências que aumentem a temperatura nos azulejos.

Chuck Campbell, um dos especialistas da Nasa em aerodinâmica, afirma que os preenchedores de vão podem aumentar a pressão térmica em algo entre 10% e 30%.

Azulejos danificados ficam particularmente vulneráveis ao superaquecimento e o problema também pode prejudicar o programa de controle de vôo.

As autoridades de Nasa dizem que o problema não está relacionado à queda da espuma do tanque externo do combustível, que os especialistas da agência também está investigando.

A peça é a mesma que causou o acidente do Columbia em 2003, no qual os sete astronautas a bordo morreram. Esta é a primeira missão da Nasa com um ônibus espacial desde então.

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Gazeta Admininstrator
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