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?A Fronteira? abre portas para Roberto Carminati

Roberto Carminati. Um nome para ser discutido e levado em consideração. Filho de imigrantes brasileiros radicados nos Estados Unidos, Roberto Carminati está conseguindo chamar muita atenção com seu longa-metragem de estréia: “A Fronteira”.

Com um orçamento de apenas 250 mil dólares, ele conseguiu contar uma realidade dura por trás do fluxo emigratório de brasileiros para os Estados Unidos, mesmo sem viver na pele a realidade de ser um ilegal em terra estrangeira. O filme trata de forma ultra-realista a realidade do imigrante ilegal.

“A Fronteira” já recebeu três prêmios: em New York no Madison Square Garden durante o “Latin USA Film Festival”, em seguida o prêmio “Best Cultural Film”, durante o “NY Brazil Film Festival” .
O filme também foi selecionado no “Goldie Film Award” entre os 10 melhores filmes culturais estrangeiros dado pelo “Cine Vue” de New York. Roberto pode ser considerado um imigrante bem sucedido.
Nessa entrevista o cineasta revela um pouco mais sobre seus fime e seus projetos.

O que mudou em sua vida desde o lançamento do filme “A Fronteira”?
Roberto : Realizar o primeiro filme como diretor é sempre muito difícil. Acho que o filme me colocou no caminho que sonho seguir. Por causa do filme já fiz vários contatos e estou captando dinheiro no Brasil para meu próximo filme.  

Você acha que seu filme trouxe à tona a realidade mais crua do imigrante brasileiro nos Estados Unidos?
Roberto: Fiz o filme para mostrar para as pessoas que não é fácil deixar o seu país de origem e tentar a vida em outro país. Acho que todos sabem que existem imigrantes do mundo inteiro nos Estados Unidos, mas nem tantos sabem como as pessoas entram e o que passam e sentem enquanto vivem na ilegalidade.  

A sua situação de imigrante é diferente. Você é graduado pelo Emerson College e vive uma outra realidade…
Roberto: Fiz várias entrevistas e acompanhei a jornada de diversos imigrantes. Muitas coisas no filme são baseadas em fatos reais.  

Depois do filme algum dos atores receberam destaque ou convites para outro traba-lho, ou só você continua em atuação constante como diretor?
Roberto: Vários dos atores estão traba-lhando no Brasil, New York e Los Angeles. Tenho certeza que o filme ajudou muito a todos que participaram.  

Muitas pessoas que assistiram ao filme “A Fronteira” disseram que saí­ram com a impressão de que não vale à  pena, emigrar para os Estados Unidos. Isso baseado no sofrimento e frustração das personagens. Essa foi sua intenção?
Roberto: Tive a intenção de mostrar várias coisas que acontecem com os imigrantes. No filme alguns personagens passam por muitas dificuldades enquanto outros realizam o sonho americano. Optei por isto, pois acho que no mundo real muitas pessoas acabam passando por dificuldades nos Estados Unidos também. Acho que isto é uma forma de dizer que o Brasil também é bom, ou algo parecido.  

Quais foram os momentos mais difíceis durante as filmagens?
Roberto: Fazer um longa metragem não é muito fácil, e fazer um longa com pouco di-nheiro ainda é mais difícil. Não acho que houve um momento específico mais difícil, acho que fiz tudo com prazer e superei as dificuldades. É claro que filmar no deserto com pouca estrutura foi algo desafiador.  
 
Você também está atuando como consultor, com Jayme Monjardim na novela “América”?
Roberto: Eu trabalhei com Jayme nas filmagens nos Estados Unidos. Ele e Glória Perez gostaram muito do filme “A Fronteira”, assim como diversos atores, e o convite surgiu.  
O cinema brasileiro realmente amadureceu?
Roberto: A melhora das produções é uma consequência da maior quantidade de dinheiro investida no mercado. Penso que o nosso cinema ficará ainda melhor à medida que novos diretores e produtores tenham oportunidade de mostrar o seu trabalho.  

Qual a dica você dá para quem quer seguir a carreira no cinema?
Roberto: Você tem que ter certeza que realmente ama este trabalho e precisa persistir muito. O seu objetivo tem que ser o motivo da sua vida.  

Atualmente sua vida é bem agitada. Você viaja muito. Onde é sua residência fixa?
Roberto: Estou morando no Rio de Janeiro. Tenho trabalhado bastante na pesquisa para o próximo filme e também na captação de recursos.  

Você namora uma pessoa famosa, a cantora Marina Elali. O fato de vocês dois terem uma agenda lotada prejudica o relacionamento?
Roberto: A gente se ajuda muito e torce muito um pelo o outro. Quando você ama e confia realmente não existem problemas.  

Qual sua opinião sobre os brasileiros que abandonam o Brasil em busca de uma vida melhor?
Roberto: Acho que eles estão em busca dos direitos básicos dos seres humanos. Muitas pessoas que deixam o Brasil, e o fazem porque realmente perderam as esperanças. Muitos conseguem entrar depois de tentar durante anos.
Acho que o fato de milhares de pessoas capacitadas, com vontade de trabalhar e com diploma universitário não conseguirem uma vida digna no Brasil e ao se mudarem para outros países, como por exemplo, os Estados Unidos, onde muitas vezes não falam a língua, conseguirem uma vida melhor, mostra o quanto o Brasil precisa melhorar.

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