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Pena de brasileiros por clonagem de cartão pode chegar a 30 anos

Dois brasileiros acusados de clonagem de cartão se declararam culpados em um tribunal federal.Julio Lopez da Silva, de 38 anos, se declarou culpado de uma acusação de conspiração para cometer fraude bancária. Já Anderson Santos, 41, se declarou culpado de uma acusação de roubo de identidade agravada, no Tribunal Distrital dos EUA em Brunswick, de acordo com o procurador Bobby L. Christine em comunicado do dia 28 de janeiro. Julio pode ser condenado a até 30 anos de prisão, enquanto Anderson tem pena obrigatória de dois anos. Não há condicional no sistema federal.

Os dois foram indiciados em setembro com seis acusações. O esquema envolvia colocar dispositivos de leitura de cartões em caixas eletrônicos para capturar informações de clientes. Depois disso, eles são acusados de então usar as informações para codificar cartões em branco para assim realizar saques substanciais de dinheiro. Depois que os homens foram presos em 3 de dezembro de 2017 em Savannah, a polícia vasculhou um hotel em Port Wentworth onde os dois estavam hospedados. Foram encontrados equipamentos de “skimming” (clonagem) e quase US $ 20 mil em dinheiro, de acordo com a polícia.

Casos similares

Outros casos semelhantes ao dos brasileiros ocorreram na costa leste, todos envolvendo estrangeiros e clonagem de cartões. Adrian Burloiu, de 39 anos, da Romênia, declarou-se culpado em 11 de dezembro de 2018 por possuir 15 ou mais dispositivos de acesso não autorizados. Agora ele pode pegar até 10 anos de prisão, de acordo com autoridades. Em março, Yosvel Licor Nunez, 36, foi condenado a 20 meses de prisão. Yampiel Granja Sotolongo, 35 anos, foi condenado a 28 meses. E Yoisel Pego Mirabal, de 32 anos, foi condenado a 27 meses por clonagem de cartões em postos de gasolina. Os três homens citados são cidadãos cubanos.

Os casos foram investigados pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos, juntamente com o Departamento de Polícia de Rincon, o Departamento de Polícia de Savannah, o Departamento de Polícia de Port Wentworth, o Departamento de Polícia de Richmond Hill e o Gabinete do Procurador dos EUA, de acordo com o comunicado.

“Esses casos demonstram o sucesso de investigações cooperativas de agências federais e locais que se uniram contra aqueles que tentariam lucrar com fraudes e roubo”, disse o advogado norte-americano do Distrito Federal da Geórgia, Bobby L. Christine.

“O Serviço Secreto assumiu um papel de liderança na mitigação da ameaça de clonagem de cartões em ATMs, assim como bombas de gasolina”, acrescentou Raic Kessler. As informações são do Serviço Secreto dos Estados Unidos.

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