A administração de Donald Trump recentemente demitiu mais de uma dúzia de juízes de imigração, uma ação que, segundo especialistas, contradiz a necessidade de mais juízes, dado o número de milhões de casos pendentes nos tribunais de imigração em todo o país.
Pesquisadores da Universidade de Syracuse revelaram que a Flórida ocupa o primeiro lugar no país quando se trata de casos pendentes de imigração.
Em dezembro de 2024, o estado da Flórida tinha 567.226 casos pendentes, seguido por Texas com 490.004 casos e Califórnia com 405.230 casos. Advogados locais de imigração já estão acostumados com o acúmulo e viram o número de casos crescer continuamente desde a administração Obama.
“Isso não me surpreende”, disse o advogado de imigração Eduardo Soto.
“O número de juízes que temos não tem horas suficientes no dia para lidar com a população”, disse Willy Allen, outro advogado de imigração.
O grande número de casos pendentes é uma consequência da falta de juízes, segundo Kathleen Bush-Joseph, do Migration Policy Institute. Ela explica que a enorme fila significa que pessoas que merecem proteção de asilo têm que esperar anos para obtê-la, enquanto outras, que não são elegíveis, permanecem no país por mais tempo.
A situação na Flórida piora a cada ano, com um aumento de 350% no número de casos pendentes nos tribunais de imigração nos últimos quatro anos.
O aumento é atribuído ao grande número de imigrantes, incluindo venezuelanos, cubanos, nicaraguenses e haitianos, que buscam asilo.
Em todo o país, mais de 3,7 milhões de casos estão pendentes nos tribunais de imigração.
James Fujimoto, ex-juiz de imigração, comparou o cenário a uma sobrecarga insustentável, onde cada juiz precisa lidar com milhares de casos.
A Casa Branca e o Departamento de Justiça não comentaram sobre a questão do acúmulo ou as demissões de juízes.
O impacto da fila é claramente devastador para aqueles que vivem em uma situação de incerteza e ansiedade, sem saber o que o futuro lhes reserva.
Fonte: NBC