Um juiz federal em Nova York ouvirá, nesta terça-feira (25), argumentos sobre a possibilidade de estender uma ordem que impede a Universidade de Columbia de compartilhar os registros disciplinares de estudantes ativistas pró-Palestina com um comitê da Câmara dos Representantes.
O pedido de liminar foi feito por um grupo de estudantes e ex-alunos de Columbia, incluindo Mahmoud Khalil, um ativista pró-Palestina detido pelo Serviço de Imigração e Fiscalização de Alfândegas (ICE), que está lutando contra sua detenção. Khalil e os outros alegam que o pedido do comitê controlado pelos republicanos para seus registros viola a Primeira Emenda da Constituição e a Lei de Direitos Educacionais e Privacidade Familiar, além de ter colocado a universidade sob pressão para cooperar com o governo e punir discursos protegidos.
A juíza Aruba Subramanian bloqueou temporariamente a divulgação dos registros dos estudantes e ouvirá os argumentos para decidir se a liminar será estendida, impedindo definitivamente o compartilhamento dos dados, ou permitindo que a universidade coopere com o comitê.
Khalil foi preso em 8 de março após o governo invocar uma rara cláusula da lei de imigração que permite ao secretário de Estado revogar o status legal de indivíduos cuja presença nos EUA possa prejudicar a política externa. Ele segue detido em Louisiana aguardando o andamento do caso.
Na semana passada, a Universidade de Columbia cedeu às exigências do governo Trump após uma ameaça de reter US$ 400 milhões em fundos federais. A universidade concordou em proibir o uso de máscaras no campus e a impor controles mais rigorosos sobre seu departamento de Estudos do Oriente Médio, que agora será supervisionado por um novo vice-reitor sênior. Também foi acordado contratar 36 novos policiais com autoridade para prender estudantes manifestantes.
O governo de Trump cancelou US$ 400 milhões em contratos com Columbia, acusando a universidade de "inação persistente frente ao assédio de estudantes judeus". A universidade também tem sido alvo de críticas por seu tratamento de protestos pró-Palestina, que resultaram em prisões, danos à propriedade e críticas. A pressão sobre Columbia se intensificou após a saída da ex-presidente Minouche Shafik, em agosto, e o anúncio das renúncias de presidentes de Harvard e da Universidade da Pensilvânia.
Fonte: ABC