Um primeiro caso no estado de uma variante de coronavírus altamente transmissível originalmente rastreada até o Brasil foi descoberto no Alasca.
O caso foi descoberto na terça-feira, 24, em uma amostra coletada de uma pessoa em Anchorage que desenvolveu sintomas de COVID-19 no início deste mês e não tinha histórico de viagens conhecido, disse um oficial de saúde pública estadual ao Daily News.
É o sexto caso da variante P.1 a ser descoberto até agora nos Estados Unidos, tornando o Alasca um dos apenas cinco estados dos EUA com um caso conhecido desta variante particular.
Dr. Joe McLaughlin, um epidemiologista do departamento de saúde do estado, disse que a variante P.1 atraiu uma preocupação particular dos virologistas.
Não apenas há evidências que sugerem que é mais transmissível que o vírus original - ele devastou a cidade brasileira de Manaus, onde parecia ter se originado - mas suas mutações também "parecem mudar o perfil antigênico do vírus", disse ele.
Isso significa que pode ser potencialmente contraído por alguém que já estava infectado com a cepa original ou que foi vacinado.
O que também é preocupante é que a pessoa de Anchorage que contraiu o vírus não tinha nenhum histórico de viagens conhecido, o que poderia indicar uma possível disseminação pela comunidade, disse McLaughlin.
As autoridades de saúde estão cientes e monitoram um contato próximo da pessoa que está confirmada com a COVID-19, além de investigarem outros possíveis contatos.
A equipe de saúde pública está trabalhando para localizar a amostra de teste desse contato próximo, e sequenciá-la para verificar a variante levará alguns dias, disse Jayme Parker, que dirige os laboratórios de saúde pública do Alasca.
A variante P.1., que foi detectada pela primeira vez nos EUA em janeiro, é uma das três variantes do coronavírus altamente contagiosas em ampla circulação que geraram preocupação em todo o mundo. Fonte: Anchorage Daily News.