Até meados de março, a missão de segurança na fronteira sudoeste dos EUA e as operações de detenção em Guantânamo Bay custaram cerca de US$ 330 milhões, segundo fontes do governo dos EUA. Esse custo inclui quase US$ 40 milhões para as operações de deportação e detenção em Guantânamo Bay, que atualmente abriga apenas algumas dezenas de migrantes deportados.
O custo das operações continua a crescer, com mais de 10.000 tropas em serviço ativo atualmente posicionadas na fronteira com o México, e com a inclusão de dois destróieres da Marinha dos EUA na missão. O total de US$ 328,5 milhões inclui US$ 289,2 milhões para a segurança da fronteira e US$ 39,3 milhões para as operações em Guantânamo.
Guantânamo Bay, que foi sugerido pelo ex-presidente Donald Trump como um local para abrigar até 30.000 migrantes, atualmente não tem instalações suficientes para essa quantidade de pessoas. Embora tenha sido planejada a construção de tendas para abrigar 2.500 migrantes, apenas 195 tendas foram construídas, mas não são usadas porque não atendem aos padrões do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA).
Críticos, incluindo senadores democratas, questionaram a utilização de Guantânamo Bay para abrigar migrantes, considerando o alto custo para os contribuintes americanos, quando instalações existentes nos EUA poderiam ser utilizadas de maneira mais eficiente. As viagens de deportação para Guantânamo, realizadas com aeronaves militares, custam muito mais que os voos realizados com aeronaves do ICE.
Fonte: ABC