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Flórida continua sendo a capital global dos ataques de tubarão

Foto: Flickr.

Os ataques de tubarão permaneceram “extraordinariamente baixos” pelo segundo ano consecutivo, possivelmente refletindo uma mudança nas migrações da Flórida por uma espécie responsável pela maior quantidade de mordidas, de acordo com um relatório anual divulgado na semana passada. Mas a Flórida continua liderando globalmente no número de ataques.

Houve 64 ataques de tubarão no ano passado no mundo, dos quais dois foram fatais, de acordo com o International Shark Attack File da Universidade da Flórida. Embora isso represente um ligeiro aumento em relação ao ano anterior, permanece 22% menor que a média anual de 82 mordidas.

Os Estados Unidos tiveram a maioria dos ataques, com 41 mordidas, um aumento em relação ao ano anterior, com 32, mas bem abaixo da média de cinco anos, com 61 ataques por ano. A maioria dos ataques dos EUA aconteceram na Flórida, com 21.

Depois dos EUA, o país com mais ataques foi a Austrália, com 11.

Os tubarões nunca tiveram muito gosto pela carne humana, como indicado pela frequência com que recusam a oportunidade de ataques. Fotografias aéreas na costa leste da Flórida, por exemplo, mostram milhares de pontas negras (blacktips) migratórias chegando desconcertantemente perto das praias, mas raramente interagindo com nadadores.

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Esses tubarões são geralmente responsáveis ​​pela maioria dos ataques, mordidas que os especialistas dizem serem tipicamente casos de identidade equivocada em águas escuras, nas quais o tubarão confunde uma mão ou pé com um peixe e rapidamente o solta quando percebe seu erro.

Gavin Naylor, diretor de pesquisa de tubarões do Museu de História Natural da Flórida, que administra o International Shark Attack File, disse que o declínio em 2019 pode refletir mudanças nos padrões de migração dos pontas negras.

“Tivemos anos consecutivos com diminuições incomuns nos ataques de tubarões e sabemos que as pessoas não estão gastando menos tempo na água”, disse ele. “Isso sugere que os tubarões não estão frequentando os mesmos lugares em relação ao passado. Mas é muito cedo para dizer que este é o novo normal”.

Como pássaros e humanos com lares permanentes em Nova York, os tubarões ponta negra chegam ao sul da Flórida no inverno e seguem para o norte no verão.

O número que chega ao sul da Flórida diminuiu acentuadamente nos últimos anos, no entanto, com o aquecimento da temperatura do oceano, disse Stephen Kajiura, professor de biologia da Florida Atlantic University, que realiza pesquisas aéreas das migrações.

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No ano passado, ele contou cerca de 2.500 pontas negras no sul da Flórida. Anos atrás esse número alcançava 12 mil.

“O número de tubarões vem diminuindo à medida que a temperatura da água está aumentando”, disse ele.

Ele disse que é possível que as mudanças climáticas reduzam a migração, já que os tubarões não precisam mais ir para o sul para encontrar água morna o suficiente. Mas ele disse que existem muitas variáveis ​​e dados insuficientes para tirar essa conclusão.

“É tentador dizer que é mudança climática”, disse ele. “Mas nossos dados remontam apenas 10 anos, por isso hesito em atribuí-los à mudança climática porque existem outros fatores a longo prazo”.

Flórida lidera

A Flórida liderou o mundo em número de ataques de tubarões por décadas e 2019 não foi exceção. Os 21 ataques não provocados do estado representaram um aumento em relação a 16 no ano anterior e representaram 33% do total global. Mas os ataques foram 34% inferiores à média de cinco anos de 32 incidentes por ano na região.

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O Condado de Volusia, como sempre, teve a maior quantidade de ataques de tubarão na Flórida, com nove, seguido por Duval, com cinco, e Brevard, com dois. Os seguintes condados relataram uma mordida cada: Broward, Martin, Nassau, Palm Beach e St. John.

Os dois ataques fatais ocorreram nas Bahamas e na ilha de Reunião, no Oceano Índico.

A ameaça que os seres humanos apresentam aos tubarões permanece muito mais alto. Os tubarões são alvejados por barcos de pesca comercial por suas barbatanas, principalmente para exportação para a Ásia, onde a sopa de barbatana de tubarão é uma iguaria.

Vinte espécies de tubarões e seus parentes são classificados como ameaçados de extinção. Com informações do Sun Sentinel.

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