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Escoteiros da América entram com pedido de recuperação judicial

Os Escoteiros da América (Boy Scouts of America) entraram com pedido de recuperação judicial em meio a uma enxurrada de ações civis provocadas por alegações de abuso sexual infantil que remontam a décadas.

Contudo, o pedido de recuperação judicial anunciado na terça-feira, 18, não deve afetar os programas da organização, que promove a autoconfiança por meio de atividades ao ar livre, como caminhadas e acampamentos a crianças e adolescentes.

O grupo já enfrentava dificuldades com a queda de filiações e uma polêmica sobre a admissão de gays e membros do sexo feminino.

Sediados em Irving, no estado do Texas, os Escoteiros disseram que se desculpam sinceramente a qualquer pessoa afetada, que acreditam nos acusadores e que estimula as vítimas a denunciarem supostos abusadores.

Mike Pfau, advogado cuja empresa representa 300 vítimas em Nova York desde abril passado, disse que a falência seria “maior em escala do que qualquer outra falência por abuso sexual”.

“Você está falando de milhares de criminosos”, disse Michael Pfau, advogado de Seattle, que representou mais de 300 vítimas de escoteiros em 34 estados, ao New York Daily News. “Você está falando de dezenas de milhares de vítimas. Esta será a maior falência que o país já viu e provavelmente uma das maiores falências corporativas”.

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Fundada em 1910, a organização foi abalada pelas centenas de queixas depois que vários Estados, incluindo Nova York, retiraram obstáculos legais que impediam as pessoas de abrir processos em reação a alegações antigas de abuso sexual.

As alterações na lei coincidiram com o movimento mundial conhecido como #MeToo e uma mudança na opinião pública, que passou a apoiar mais os acusadores de abusos.

O resultado foi uma onda de ações civis contra líderes da Igreja, médicos e escolas, além dos Escoteiros dos Estados Unidos.

Os grupo disse em um comunicado que se responsabiliza e cumpre a missão. “Podemos nos mostrar à altura de nossa responsabilidade social e moral de indenizar justamente as vítimas” e ao mesmo tempo “também garantir o cumprimento de nossa missão de servir jovens, famílias e comunidades locais através de nossos programas”. Com informações da Reuters.

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