Aos 34 anos, com 20 anos de ministério musical e cinco Grammys Latinos na estante (os prêmios são na categoria Música Cristã em Língua Portuguesa), a jovem pastora Aline Barros vive o melhor momento da sua vida profissional. De passagem pela Flórida, revelou seu próximo passo na carreira: a gravação de um CD em inglês. O approach com o mercado norte-americano já vem acontecendo. Ela gravou recentemente ao lado do cantor gospel, Michael W. Smith, mas agora deve lançar um disco completo.
“A gente está com o projeto de mais um CD em espanhol, será o segundo, e de um CD todo em inglês, pela primeira vez. As coisas estão acontecendo. Esse é o ano. Eu quero ver a minha vida, o meu ministério transbordando”, se entusiasma a cantora.
Sobre sua carreira, a “serva de Deus”, como se define sempre, falou da felicidade em completar 20 anos de ministério musical. “São 20 anos de muitas conquistas, muitas vitórias, muitos rompimentos; pessoas sendo alcançadas pelo poder de Deus”, celebra Aline, que já gravou 22 Cd’s desde 1998, já escreveu a sua história no livro “Aline Barros – Fé e Paixão”, e goza do privilégio de ter sido uma das primeiras cantoras evangélicas a ser aceita na mídia secular brasileira, se apresentando em programas importantes como o da Xuxa, de Hebe Camargo, Eliana e vários outros, e que agora já se rendem a outras estrelas gospeis.
Destaque no NY Times
Recentemente, em matéria do jornal “New York Times”, ela foi apontada como uma das grandes responsáveis pelo rejuvenescimento e crescimento da religião evangélica no Brasil, e ela tem consciência desse peso. “Nós somos cooperadores de Deus. Me sinto com uma grande responsabilidade, dessa posição na qual Deus tem me colocado. São portas da mídia, de programas da televisão que se abrem. Você é muito observado, no seu modo ser, de se vestir. Mas em tudo o que a gente tem visto é o brilho de Jesus refletindo e saindo com mais força, impactando pessoas. São portas que Deus está abrindo, como aconteceu recentemente com o Festival Promessas (exibido pela rede Globo e que reuniu mais de 100 mil pessoas). Tem sido maravilhoso”, afirma.Sobre os movimentos de avivamento e rejuvenescimento das religiões evangélicas, ela define como um momento grandioso para as igrejas.
“A igreja está passando por um processo de mudanças, não é só no Brasil. Tenho visto essa realidade que é uma só, no mundo inteiro: o ser humano precisa de Deus e tem buscado isso cada vez mais. E os jovens estão sedentos desse Deus e o buscando cada vez mais”, diz.
A cantora também reconhece o papel dos ministérios de música nos trabalhos de evangelização e vê com bons olhos o aumento do número de grupos gospeis em outros estilos, como rock, pagode, sertanejo, axé e outros. “Tenho minhas preferências musicais, mas acho tudo válido. Se é para louvar a Deus, é valido. Cada estilo alcança um grupo diferente, e quando a fonte é Deus, e se vai resgatar pessoas, todo estilo é bem-vindo”, destaca.
Ainda sobre as novas formas de evangelização, Aline acredita que as igrejas estão vivendo momentos decisivos e acha importante que os líderes religiosos saíam das quatro paredes da instituição e desenvolvam trabalhos também nas ruas.
“Acho que, como igreja, a nossa missão é falar desse amor de Deus. Temos feito muitos trabalhos fora das quatro paredes, lá no Rio de Janeiro. A gente tem essa direção, de sair das paredes da instituição para alcançar pessoas”, conclui.
Aline passou pela Flórida após três shows pelo norte dos EUA, para se apresentar na igreja de Deerfield Beach, CEIZS - Comunidade Zona Sul, da qual é pastora no Brasil ao lado do marido, o ex-jogador de futebol Gilmar.
A noite de adoraçao aconteceu segunda-feira, dia 11, e contou com casa lotada.