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Consumo compulsivo… comprar, comprar, comprar…

O consumo excessivo ou compulsivo pode ser, sim, considerado um sintoma ou um tipo de desordem mental. O consumo é uma das apresentações para um comportamento compulsivo.

A compulsão é o ato de executar algo sem necessidade, de forma frequente e excessiva. No caso do consumo, como em outras situações, existem consequências negativas que podem, muitas vezes, desencadear outros sintomas psíquicos como os sintomas depressivos, por exemplo.

Os graus de compulsão podem variar, porém não há uma diferença muito distinta em um consumo exagerado e a compulsão. Ambos os quadros indicam que algo não está em equilíbrio. Entretanto, vamos refletir sobre a diferença entre o consumo e a compulsão.

O consumo é necessário. Mas, como perceber que ele é exagerado?

O primeiro passo é analisar a necessidade de consumir/comprar determinado produto. O comportamento compulsivo é capaz de encontrar a justificativa para a necessidade, porém o sujeito sabe que mesmo “acreditando” que a compra é necessária, o arrependimento pode vir logo em seguida.

As justificativas mais comuns são a promoção, fácil acesso, possibilidade de uso frequente… Como se só isso fosse o suficiente, ou corroborasse a ideia principal que é a necessidade real de tê-lo.

Nossa sociedade é capitalista. Existe uma falsa crença de que as pessoas abastadas são mais felizes. O poder de consumo determina sua posição social. Nesse caso, tanto a publicidade quanto a sociedade de forma geral influenciam diretamente no consumo da população. Estamos na era do “você pra ser, tem que ter”. Como se as pessoas perdessem o valor pessoal simbólico para o valor social e financeiro.

Porém, não se pode culpar a publicidade por isso. Somos responsáveis por tudo aquilo que nos acontece. Estamos implicados diretamente na nossa necessidade de consumo e/ou necessidade de consumo.

O consumo interfere diretamente na vida financeira do indivíduo. Sabemos que nem todas as pessoas são capazes de arcar com as contas, e nem com os desejos inconscientes e desenfreados, especialmente nos momentos de compulsão. Assim, a sensação de prazer é momentânea, sendo rapidamente substituída por remoço, arrependimento ou frustração por não ter conseguido o controle no momento da compra. Por este motivo é que a compulsão pode desencadear outros sintomas como irritabilidade, reclusão social, ansiedade, insônia, e até mesmo a depressão, sendo necessário a identificação da causa dessa compulsão e minimização dos riscos.

O acompanhamento psicoterápico costuma ser bastante eficaz e o uso de medicação poderá ser introduzido ao tratamento, dependendo do grau em que o transtorno se apresente.

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Sarah Lopes
Sarah Lopes
Psicóloga, especialista em docência, atuante na prática clínica em Psicoterapia Cognitivo Comportamental, palestrante, escritora, mãe, meditante e promotora incansável da empatia. Contato: sarahlopes79@hotmail.com, @sarahlopespsicologia ou www.sarahlopespsicologia.blog



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